
Na reta final da caminhada, Nikolas Ferreira diz que faltam apenas 50 km até Brasília
Deputado já percorreu cerca de 190 km desde Paracatu e promete concluir trajeto no domingo
O deputado federal Nikolas Ferreira já deixou para trás a maior parte do caminho da chamada Caminhada pela Liberdade. Desde que saiu de Paracatu, em Minas Gerais, na última segunda-feira (19), ele já percorreu aproximadamente 190 quilômetros rumo a Brasília. Segundo a assessoria do parlamentar, restam cerca de 50 quilômetros para a chegada à capital federal.
A previsão é que o grupo chegue a Brasília no domingo, conforme o planejamento divulgado desde o início da mobilização. O percurso total entre a cidade mineira e o Distrito Federal gira em torno de 240 a 250 quilômetros.
A caminhada tem sido divulgada pelos organizadores como um ato pacífico, voluntário e sem utilização de recursos públicos. De acordo com a equipe do deputado, Nikolas está em período de férias e faz o deslocamento de forma contínua, a pé, desde a saída de Minas Gerais.
Ato simbólico e discurso político
Em declarações ao longo do trajeto, Nikolas tem reforçado que a caminhada possui caráter simbólico e político. Para ele, o gesto busca chamar atenção para temas como liberdade de expressão, direito à manifestação e críticas a decisões judiciais e políticas que considera injustas, incluindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
O deputado afirma que o objetivo é “trazer luz” ao debate público e reacender o engajamento popular em torno dessas pautas.
Apoios, adesões e críticas
Ao longo do percurso, a mobilização ganhou corpo com a adesão de apoiadores e aliados políticos. Deputados federais como André Fernandes (PL-CE) e Gustavo Gayer (PL-GO) se juntaram ao trajeto em alguns trechos, ampliando a visibilidade da caminhada nas redes sociais.
Outras lideranças do campo conservador também manifestaram apoio à iniciativa à distância, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, que publicou mensagens de incentivo mesmo sem participar fisicamente da marcha.
Por outro lado, a caminhada também despertou críticas. Parlamentares da oposição questionaram a realização do ato em rodovias federais e levantaram preocupações sobre segurança. Entidades empresariais de Minas Gerais, por sua vez, divulgaram nota defendendo o direito constitucional à livre manifestação, desde que respeitadas as normas legais.
Esforço físico e bastidores do percurso
Relatos e imagens compartilhados nas redes sociais mostram que o trajeto tem exigido resistência física dos participantes. Bolhas nos pés, dores musculares e inchaços se tornaram frequentes. Em um dos episódios, o ex-vereador Fernando Holiday precisou buscar atendimento médico após sentir fortes dores no joelho.
O próprio Nikolas apareceu mancando em alguns vídeos, recebendo ajuda de colegas durante o percurso, o que reforçou a narrativa de desgaste físico da caminhada.
Segurança e controvérsias
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegou a alertar para riscos à segurança devido ao aumento de pedestres em trechos da rodovia. A corporação afirmou não ter sido formalmente informada sobre a mobilização, enquanto a equipe do deputado sustenta que comunicou previamente a PRF e a ANTT.
Apesar do impasse, a assessoria afirma que não houve registros de ocorrências graves até o momento e que o diálogo com os órgãos de segurança segue de forma preventiva.
Com os quilômetros finais à frente, a Caminhada pela Liberdade entra em sua fase decisiva, concentrando atenções políticas e ampliando o debate público em torno do gesto, das pautas defendidas e das reações que ele provoca dentro e fora do Congresso.