Nem a Marrom escapou: carro de Alcione vira alvo da violência no Rio

Nem a Marrom escapou: carro de Alcione vira alvo da violência no Rio

Bandidos roubam o carro da cantora Alcione no Rio de Janeiro

Enquanto a cantora descansava em Angra, a criminalidade resolveu dar seu “show” na Zona Norte

Nem mesmo Alcione, uma das vozes mais respeitadas da música brasileira, conseguiu escapar do roteiro já conhecido do Rio de Janeiro. Na manhã desta quinta-feira (8), o carro da cantora foi roubado na Avenida Pastor Martin Luther King Jr., próximo ao Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte da cidade — como se o endereço já não dissesse tudo.

O detalhe irônico é que a Marrom nem estava por perto. Quem conduzia o veículo, um BYD cinza, era o motorista da artista, que acabou surpreendido por dois homens que chegaram em outro carro e anunciaram o assalto com a naturalidade de quem cumpre tabela. Felizmente, o funcionário não ficou ferido — o que, nos tempos atuais, já conta como lucro.

Além do carro, os criminosos levaram uma aliança de ouro, um cordão e um celular. Um pacote básico do crime urbano, aparentemente. O veículo, até agora, segue desaparecido, enquanto a Polícia Civil tenta cumprir seu papel em mais um capítulo rotineiro da insegurança carioca.

Alcione, por sua vez, estava bem longe da cena: curtia dias de descanso em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. Ou seja, enquanto a cantora aproveitava o merecido descanso, a violência seguia firme no expediente, sem férias, sem folga e sem pedir autógrafo.

Recentemente, Alcione esteve no Rio gravando o clipe “Marra de Feroz”, música que faz um sonoro “basta” ao machismo e denuncia preconceitos contra as mulheres. Desta vez, porém, a realidade tratou de lembrar que, fora do estúdio, o problema não é só cultural — é também estrutural, armado e recorrente.

No fim das contas, fica a constatação amarga: no Rio, nem fama, nem talento, nem décadas de carreira livram alguém de virar estatística. A diferença é que, quando acontece com uma artista do tamanho de Alcione, o noticiário se comove. Para o cidadão comum, segue sendo apenas mais um dia normal.

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