
“Nem quem governa escapa”: Gleisi Hoffmann repudia assédio contra presidente do México
A ministra prestou solidariedade a Claudia Sheinbaum e afirmou que o episódio mostra como o machismo ainda atinge até as mulheres que ocupam o mais alto posto de poder.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, manifestou indignação nesta quarta-feira (5/11) diante do assédio sexual sofrido pela presidente do México, Claudia Sheinbaum, durante um ato público na Cidade do México, na terça-feira (4).
Em publicação nas redes sociais, Gleisi classificou o episódio como “revoltante”, destacando que nem mesmo uma mulher no cargo mais alto de um país está livre do assédio.
“O que ela sofreu é revoltante e mostra que nenhuma mulher, nem mesmo quem ocupa o mais alto cargo de um país, está livre de assédio. Seguimos juntas enfrentando o machismo e a misoginia até que todas as mulheres sejam respeitadas. Nossa solidariedade, presidenta Claudia!”, escreveu a ministra.
O caso ocorreu enquanto Sheinbaum caminhava pelo centro histórico da capital mexicana, próximo ao Palácio Presidencial. Um homem se aproximou por trás, tocou sua cintura e seu seio e ainda tentou beijar o pescoço da presidente. O agressor foi preso em flagrante e segue detido. A mandatária informou que prestará queixa formal.
O gesto de Gleisi repercutiu entre lideranças feministas e políticas brasileiras, que reforçaram a mensagem de que o machismo não respeita cargos nem fronteiras — e que a luta por respeito e igualdade segue sendo uma urgência global.