
“Noite de clássico, dedo em riste”
Gesto de Alexandre de Moraes em jogo do Corinthians provoca vaias, críticas e aplausos nas redes
O que era para ser apenas mais um clássico Corinthians x Palmeiras na Neo Química Arena virou um prato cheio para a guerra política brasileira. No meio do jogo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apareceu no telão do estádio. Parte da torcida vaiou. A resposta? Um gesto nada diplomático: o famoso “dedo do meio” para o público.
A cena, registrada por torcedores e divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, ganhou as redes sociais e, claro, virou munição para políticos bolsonaristas. O episódio aconteceu na mesma quarta-feira (30/7) em que Moraes foi incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra pessoas acusadas de violar direitos humanos ou se envolver em corrupção.
Reações imediatas
Nas redes, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou:
“Isso é postura de ministro, sancionado?”
Já Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA articulando sanções contra autoridades brasileiras, disse:
“Juiz da mais alta corte do Brasil. Meu amigo, que fundo do poço… que recado para o mundo.”
O senador mineiro Cleitinho (Republicanos) foi além, reforçando seu pedido de impeachment:
“O ministro, que adora ser chamado de Vossa Excelência, faz gesto obsceno para quem paga o salário dele. É assim que ele acha que é dono do Brasil.”
Fábio Wajngarten, ex-advogado de Jair Bolsonaro, comparou:
“Se fosse o ex-presidente fazendo isso, a repercussão seria outra.”
Defesas e aplausos
Do outro lado do campo político, houve quem visse o gesto como recado para bolsonaristas. O vereador Pedro Rousseff (PT), de Belo Horizonte, escreveu:
“Alexandre de Moraes acabou de mandar um recado para os golpistas no estádio! Remédio pra bolsonaristas golpistas é jaula!”
A polêmica da Lei Magnitsky
A sanção contra Moraes significa que ele pode ter bens bloqueados nos EUA e não pode fazer negócios com empresas americanas. É a primeira vez que a Lei Magnitsky é aplicada contra autoridades de um país democrático.
Segundo o governo Trump, a medida busca pressionar pela queda dos processos contra Jair Bolsonaro e aliados, acusados de tentar um golpe de Estado.
Assim, o gesto de um ministro durante um jogo de futebol se somou a uma crise diplomática e política já em ebulição — mostrando que, no Brasil, até a arquibancada pode virar plenário.