Operação da Polícia Federal investiga ‘assessores fantasmas’ e atinge servidora ligada à Câmara de Angra dos Reis

Operação da Polícia Federal investiga ‘assessores fantasmas’ e atinge servidora ligada à Câmara de Angra dos Reis

🚨 Estudante de medicina e assessora parlamentar vira alvo de investigação sobre possível esquema de desvio de recursos públicos

Uma operação da Polícia Federal do Brasil trouxe à tona suspeitas graves envolvendo a contratação de “assessores fantasmas” na Câmara Municipal de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Entre os alvos está Beatriz Niki Ribeiro, estudante de medicina e servidora vinculada ao gabinete do vereador Greg Duarte. A investigação levanta dúvidas sobre a real prestação de serviços e a possível utilização de cargos públicos para fins políticos e financeiros.

🏠 Mandado cumprido em condomínio de luxo em Minas Gerais

A ação da Polícia Federal incluiu o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um condomínio de alto padrão no bairro São Pedro, em Juiz de Fora.

Apesar da operação, ninguém foi preso até o momento, e as autoridades não divulgaram detalhes sobre eventuais materiais apreendidos.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados em diferentes cidades, incluindo Angra dos Reis e o Rio de Janeiro, dentro da operação batizada de “Caça Fantasmas”.

⚖️ Suspeitas envolvem carga horária incompatível e possível esquema político

Segundo a investigação, Beatriz estaria formalmente lotada como assessora parlamentar com salário de cerca de R$ 7 mil e carga horária de 40 horas semanais.

No entanto, a Polícia Federal aponta indícios de incompatibilidade entre a função e suas atividades acadêmicas e profissionais, já que ela cursava medicina em período presencial integral e também atuava como cirurgiã-dentista.

👉 Esse cenário levantou suspeitas de que o cargo poderia não estar sendo exercido de forma efetiva.

Além disso, os investigadores apuram se a nomeação de assessores estaria sendo utilizada como mecanismo de troca de apoio político e possível desvio de recursos públicos.

🗣️ Defesa nega irregularidades e fala em acusações pessoais

Em resposta, Beatriz afirmou que não está mais cursando medicina desde julho de 2025 e que sua rotina acadêmica não era integral devido ao aproveitamento de disciplinas anteriores.

Ela também declarou que exerce suas funções de forma remota, com deslocamentos frequentes a Angra dos Reis, e classificou as acusações como de cunho pessoal. O caso, segundo ela, está sob sigilo.

🏛️ Vereador investigado contesta acusações

O vereador Greg Duarte, também alvo da operação, negou qualquer irregularidade. Segundo ele, a assessora desempenha atividades como análise de projetos e pautas legislativas de forma remota.

O parlamentar argumentou ainda que não há exigência de trabalho presencial para assessores e citou entendimentos do Supremo Tribunal Federal que permitem esse tipo de atuação.

📊 Possíveis crimes e desdobramentos da investigação

A Polícia Federal investiga uma série de possíveis crimes, incluindo:

✔️ Peculato (uso indevido de recursos públicos)
✔️ Falsidade ideológica eleitoral
✔️ Desvio de dinheiro público
✔️ Abuso de poder político e econômico

As apurações também apontam possíveis irregularidades em prestações de contas eleitorais, como omissão de despesas e informações falsas.

🔎 Câmara promete colaboração com as investigações

Em nota oficial, a Câmara Municipal de Angra dos Reis declarou apoio às investigações e afirmou que irá colaborar com as autoridades.

A instituição destacou que seguirá funcionando normalmente, enquanto aguarda acesso aos detalhes do processo para tomar eventuais medidas administrativas.

📌 Conclusão: caso levanta debate sobre uso de cargos públicos

A operação reacende discussões sobre transparência e uso de cargos públicos no Brasil, especialmente em relação à prática de “assessores fantasmas”.

👉 O andamento das investigações deve trazer novos desdobramentos e poderá impactar diretamente o cenário político local, dependendo das conclusões da Polícia Federal.

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