
Oposição Bolsonarista Promete Paralisar o Congresso Após Prisão Domiciliar de Bolsonaro
Aliados do ex-presidente intensificam pressão contra Alexandre de Moraes e anunciam manobras para barrar votações
Em Brasília, deputados e senadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram na base do Congresso em um protesto contra a prisão domiciliar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de defenderem o fim do foro privilegiado, esses parlamentares anunciaram que vão usar todas as estratégias regimentais para travar as votações no Congresso.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), deixou claro que o grupo pretende aumentar a pressão política focando na derrubada do foro privilegiado — que, segundo ele, foi estendido justamente para atingir Bolsonaro — e na análise de um pedido de impeachment contra Moraes.
Para os bolsonaristas, a decisão de prender Bolsonaro em casa é mais uma demonstração da escalada do Judiciário sobre o Legislativo, uma tentativa de restringir o poder dos parlamentares.
Desde a noite de segunda-feira (4), Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, proibido de usar celular, redes sociais ou receber visitas, numa decisão que ainda veta qualquer contato com diplomatas. A medida foi tomada após o ex-presidente ser acusado de tentar burlar as restrições e se comunicar com apoiadores por meio de terceiros.
Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou um “pacote da paz” com três propostas: anistiar os condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, aprovar a extinção do foro privilegiado e abrir o processo de impeachment contra Moraes. Porém, a anistia ainda enfrenta resistência na Câmara.
O clima no Congresso fica ainda mais tenso com aliados de Bolsonaro cobrando uma posição firme do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acusado de travar pautas que incomodam o Supremo. Para eles, Alcolumbre precisa agir com “estatura institucional” e responder ao pedido de afastamento do ministro Moraes.