
Oposição cobra transparência e apoia CPMI do Banco Master na Câmara
Cabo Gilberto reforça discurso da direita, defende investigação independente e critica blindagem institucional
A oposição no Congresso Nacional voltou a subir o tom e defendeu abertamente a criação de uma CPMI para investigar o caso do Banco Master. O posicionamento foi reafirmado pelo novo líder da oposição na Câmara, deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), que destacou a necessidade de transparência, responsabilidade e respeito ao dinheiro público.
Segundo Cabo Gilberto, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) já conseguiu reunir o número necessário de assinaturas para viabilizar a instalação da comissão parlamentar mista de inquérito. Para a bancada de direita, a CPMI é um passo essencial para impedir que suspeitas graves sejam varridas para debaixo do tapete por conveniência política ou interesses de bastidores.
“Quando há indícios fortes envolvendo instituições financeiras, relações com o poder público e decisões judiciais questionáveis, o Parlamento não pode se omitir”, avaliam aliados do deputado. A leitura é de que investigar não é atacar instituições, mas sim fortalecê-las, garantindo que a lei valha para todos.
A defesa da CPMI também se apoia em um discurso caro à direita: o combate a privilégios, a defesa do mérito e o fim da seletividade na aplicação da Justiça. Para os parlamentares oposicionistas, não é aceitável que empresários, bancos ou autoridades sejam tratados como intocáveis enquanto o cidadão comum arca com o peso da lei.
O caso do Banco Master ganhou ainda mais repercussão após decisões judiciais e conexões políticas levantarem suspeitas sobre excessos, conflitos de interesse e possível interferência institucional. Diante desse cenário, a CPMI surge como uma ferramenta legítima para esclarecer os fatos, ouvir envolvidos e apresentar respostas à sociedade.
Para Cabo Gilberto e outros líderes conservadores, quem não deve, não teme investigação. E o Congresso, segundo eles, tem o dever constitucional de fiscalizar, doa a quem doer.