
Oruam bate à porta do PT no Rio e vira nome cotado para 2026 — mas partido desmente articulação
Visita de sua equipe ao diretório estadual reacende rumores sobre filiação e pré-candidatura, enquanto o PT nega qualquer negociação.
A caminhada política de Oruam ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira. Pessoas ligadas ao rapper apareceram no Diretório Estadual do PT, no Centro do Rio, para conversar sobre o cenário eleitoral e avaliar o que seria necessário para transformar a intenção de se candidatar em um anúncio oficial para 2026.
Segundo fontes próximas ao artista, o encontro serviu para medir o terreno: viabilidade eleitoral, possibilidades de campanha e o passo a passo para que ele entre de vez no jogo político fluminense. A própria família já havia admitido que Oruam pretendia concorrer a uma vaga na Alerj.
A visita ao diretório, porém, chamou atenção — e não sem motivo. Dentro do PT, a presença da equipe foi interpretada como sinal de que as conversas avançaram mais do que o partido quer admitir publicamente. Há quem diga que a filiação é questão de tempo.
O PT tenta apagar o incêndio
Nos corredores do partido, lideranças avaliam que o rapper tem forte apelo entre jovens e moradores das periferias, públicos estratégicos para ampliar votos na eleição de 2026. Mas, oficialmente, ninguém confirma nada.
Questionado pelo Metrópoles, o PT respondeu de maneira curta e direta: “Mentira.”
Nem a equipe de Oruam nem a comunicação petista quiseram dar mais detalhes.
Família, passado e processos
Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que cumpre pena em um presídio federal. O rapper também enfrenta seus próprios desafios na Justiça: responde por tentativa de homicídio contra policiais civis, além de acusações de tráfico, associação criminosa, resistência e desacato. Todos os processos foram reunidos, e o julgamento ainda não ocorreu.
De astro do trap a figura controversa
Nascido Mauro Davi, o artista explodiu na cena do trap e do funk a partir de 2021. Hits como “Invejoso”, “Papo de Agostinho” e “Sereia” o colocaram em destaque nacional, impulsionados pela estética das ruas e pelas narrativas sobre a vida nas comunidades — muitas vezes tocando em temas ligados ao crime e à relação tensa com a polícia.
Sua carreira também foi acompanhada de excessos: ostentação com carros esportivos, viagens com ônibus próprio e algumas passagens turbulentas pela Justiça. Em fevereiro de 2025, ele chegou a passar quase dois meses preso, sendo liberado depois para cumprir prisão domiciliar.