
Partidos dizem que reforma administrativa chegou “fora de hora” e creditam sucesso do IR a “fator Lira”
Lideranças afirmam que desgaste recente da Câmara limitou manobra de Hugo Motta
Nos bastidores da política, líderes de peso na Câmara avaliam que a proposta de reforma administrativa chegou em um momento inadequado, ou seja, “fora do timing”. A percepção entre os parlamentares é que a Casa passou por semanas de desgaste intenso, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, acabou sem margem de manobra — a chamada “gordura para queimar” — para avançar com temas mais complexos.
Por outro lado, o êxito na aprovação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda foi atribuído por boa parte das lideranças ao chamado “fator Lira”, em referência à articulação do presidente da Câmara, Arthur Lira, que teria garantido apoio amplo e unificado à medida.
O contexto mostra um Legislativo que equilibra pressões e prioridades, em que cada movimento é calculado para não gerar desgaste político adicional, e temas estruturantes, como a reforma administrativa, acabam sendo postergados.