
Lira aumenta faixa de isenção do IR e alivia o bolso de quem ganha até R$ 7.350
Com a mudança, meio milhão de brasileiros serão beneficiados. Alíquota para os mais ricos continua em até 10%.
O deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, mexeu no texto da proposta do Imposto de Renda e decidiu dar um alívio extra para quem ganha um pouco mais que o salário médio. No novo relatório, apresentado nesta quinta-feira (10), ele aumentou o limite para desconto no IR de R$ 7.000 para R$ 7.350, beneficiando cerca de 500 mil contribuintes que agora passam a pagar menos ou nada de imposto.
A proposta original, enviada pelo governo, previa isenção total apenas até os R$ 5 mil. Mas Lira foi além. Ele também manteve a cobrança para os chamados “super-ricos”: quem ganha acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano continuará pagando alíquotas que sobem até 10%, no caso de rendas anuais acima de R$ 1,2 milhão.
Apesar de o custo estimado da isenção ser de R$ 25,6 bilhões ao ano, o deputado garante que haverá compensações. Segundo ele, medidas paralelas devem gerar uma arrecadação de R$ 34 bilhões por ano, cobrindo o impacto fiscal e até gerando um saldo positivo.
A votação do relatório na comissão especial da Câmara está marcada para a próxima quarta-feira (16). Até lá, ainda podem surgir novas negociações — mas o recado de Lira já foi dado: alívio para quem está no meio do caminho da renda e firmeza na cobrança dos mais abastados.