Paulinho Mostra a Que Veio: Alinhado ao Sistema, Enterra a Anistia Sem Vergonha

Paulinho Mostra a Que Veio: Alinhado ao Sistema, Enterra a Anistia Sem Vergonha

Relator do projeto da dosimetria repete o discurso do governo, afronta a oposição e deixa claro: enquanto estiver de mãos dadas com Lula e com o STF, anistia não passa.

A postura de Paulinho da Força nesta semana não surpreende ninguém — na verdade, apenas confirma o que já estava explícito. O deputado, agora relator do projeto da dosimetria, vem se comportando como mais um soldado fiel do governo Lula e do STF, repetindo sem piscar a cartilha daqueles que querem enterrar de vez qualquer chance de anistia aos condenados do 8 de janeiro.

Depois que Flávio Bolsonaro voltou a defender uma anistia ampla, geral e irrestrita, Paulinho se apressou em mandar seu recado em tom de ameaça: “anistia zero”. Como se fosse dono da Câmara, avisou que, se o PL insistir em mexer no texto para incluir o perdão, ele simplesmente não deixará a proposta chegar ao plenário em 2025.
Uma declaração arrogante, mas completamente coerente com sua posição atual: do lado do poder, e não da justiça.

Um relator que já escolheu seu lado — e não é o do povo

Paulinho posa de neutro, mas suas atitudes escancaram o alinhamento político que tenta disfarçar. O relatório que ele defende com unhas e dentes não toca no tema da anistia — justamente o ponto que importaria para corrigir excessos, abusos e exageros cometidos nas condenações.

Enquanto o senador Flávio Bolsonaro tenta reabrir o debate com coragem, o relator age como porta-voz informal do Planalto e do STF, deixando evidente que sua função agora é impedir qualquer avanço que escape ao script institucional já combinado nos bastidores.

E ele próprio admitiu isso:
se o PL insistir no perdão, a votação simplesmente não acontece.
Ou seja — chantagem pura travestida de “responsabilidade”.

O discurso de Flávio vira alvo do sistema

A insistência de Flávio Bolsonaro na anistia gerou justamente o que o governo e seus aliados temiam: a exposição de que existe espaço para contestar a narrativa oficial. Paulinho, porém, tratou de puxar o freio de mão para evitar qualquer fissura na muralha construída para sustentar o discurso de “golpe”.

Para piorar, setores da própria direita, pressionados e intimidados, passaram a ecoar a mesma crítica venenosa: que Flávio estaria agindo por oportunismo eleitoral.
Conveniente, não?
O sistema agradece quando a divisão vem de dentro.

Paulinho e o centrão: uma parceria para agradar o poder

O texto da dosimetria, articulado entre Paulinho e o centrão, já era um recado claro:
não haverá espaço para perdoar ninguém enquanto os aliados de Lula estiverem definindo as regras do jogo.
O acordo estava fechado muito antes de qualquer discurso público — a reação ao movimento de Flávio apenas confirmou isso.

Não é exagero dizer que Paulinho hoje rema na mesma maré dos que pretendem transformar o 8 de janeiro em instrumento político eterno. E quem ousa remar contra — como Flávio — é imediatamente arrastado pelas ondas do establishment.

Resultado previsível — e profundamente lamentável

No fim das contas, Paulinho apenas deu voz ao que já estava decidido:
com ele no comando, anistia não entra na pauta.
Não por falta de apoio popular, mas porque interessa ao governo e ao Judiciário manter condenações como troféus políticos.

A atitude dele, porém, deixa claro o tamanho da farsa:
um relator que deveria agir com independência preferiu abraçar o discurso do poder e virar guardião da narrativa oficial.

Nada mais previsível.
Nada mais lamentável.
E nada que impeça a luta de continuar — porque a verdade sempre encontra uma brecha.

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