Pedido que Enrola, Prisão que Se Arrasta

Pedido que Enrola, Prisão que Se Arrasta

🧩 Defesa acusa Moraes de usar a PGR para prolongar detenção de Filipe Martins

Para a defesa de Filipe Martins, ex-assessor presidencial, a Justiça entrou no modo “ganha-tempo”. Neste sábado, o advogado Jeffrey Chiquini subiu o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ao classificar como manobra burocrática o pedido feito pelo magistrado à Procuradoria-Geral da República.

Segundo o advogado, em vez de decidir diretamente sobre a revogação da prisão preventiva, Moraes optou por enviar o caso à PGR, comandada por Paulo Gonet, o que, na visão da defesa, não esclarece nada e apenas prolonga uma prisão considerada ilegal.

Para Chiquini, o movimento é simples de entender: enquanto se espera um parecer, Filipe Martins continua preso, mesmo sem decisão definitiva. “É uma forma elegante de empurrar o problema com a barriga”, resume a defesa, que vê no pedido mais enrolação processual do que necessidade jurídica.

O advogado sustenta que não há fatos novos que justifiquem manter a prisão e que o envio do caso à PGR não passa de um atalho institucional para ganhar tempo, algo que, segundo ele, fere garantias básicas do devido processo legal.

No fim das contas, a crítica é direta:
🔹 quando a liberdade depende de despachos,
🔹 quando pedidos substituem decisões,
🔹 e quando a burocracia vira punição,

a Justiça deixa de ser rápida — e passa a ser convenientemente lenta.

Para a defesa, o recado é claro: não se trata de ouvir a PGR, mas de manter alguém preso por mais tempo sem necessidade. E isso, dizem, não é Justiça — é adiamento disfarçado de procedimento legal.

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