Pijama, Bíblia e Tornozeleira: o novo “calvário” da família Bolsonaro

Pijama, Bíblia e Tornozeleira: o novo “calvário” da família Bolsonaro

Damares protesta contra “constrangimento” da PF, mas ignora tornozeleira, dólares e pen drive — o problema mesmo foi Michelle de pijama

Damares Alves, ex-ministra dos Direitos Humanos e atual senadora, fez questão de aparecer para defender o indefensável: a situação de Michelle Bolsonaro, que — pasmem — foi surpreendida em pleno pijama durante a operação da Polícia Federal na casa da família no Jardim Botânico. Para Damares, o verdadeiro escândalo não são as buscas, os dólares em espécie, o pen drive misterioso ou a tornozeleira eletrônica no tornozelo do ex-presidente. O absurdo, segundo ela, foi o constrangimento de ver a ex-primeira-dama sem maquiagem e sem filtro no café da manhã.

“Hoje eu vi a humilhação”, disse Damares, como se estivesse narrando uma cena bíblica. “Fortemente armados, entraram na casa com Michelle ainda de pijama. Espero que essas imagens não vazem, viu, Supremo?”, ameaçou, num tom de alerta misturado com clamor.

A operação, que mirou Jair Bolsonaro e resultou na apreensão de seu celular, dinheiro vivo e outros dispositivos, culminou também na instalação de uma tornozeleira eletrônica. Mas, para Damares e os aliados, o que realmente merece indignação nacional é a ausência de roupa social em Michelle às sete da manhã.

A senadora, que parece cada vez mais porta-voz emocional do bolsonarismo, afirmou ainda que testemunhou “o nascimento da maior liderança conservadora do país” — não se sabe se falava de Michelle ou do próprio pijama, que agora virou símbolo de resistência para os apoiadores mais criativos.

Enquanto isso, Michelle, no melhor estilo “guerreira de fé”, postou um versículo bíblico nas redes sociais. Nada sobre os dólares, o pen drive suspeito, nem sobre o marido agora com hora para dormir e proibido de usar redes sociais ou conversar com o filho Eduardo Bolsonaro. Mas cada um com sua cruz.

O bolsonarismo, que sempre adorou um espetáculo, agora se ofende quando as luzes da Justiça invadem o palco. Resta saber se o Brasil ainda compra esse drama encenado entre lençóis, emojis de oração e tornozeleiras digitais.

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