Haddad, o ministro dos impostos, agora quer dar lição de moral no Rio

Haddad, o ministro dos impostos, agora quer dar lição de moral no Rio

Após ser considerado o pior prefeito de São Paulo e virar símbolo do aumento de impostos, Fernando Haddad critica Cláudio Castro e tenta culpar o governo do Rio pelos problemas que ele próprio nunca soube resolver.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a fazer o que mais gosta: discursar e apontar o dedo. Desta vez, o alvo foi o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a quem acusou de “não fazer nada” contra o contrabando e as fraudes com combustíveis. A fala veio um dia depois da operação policial mais letal da história do estado — uma tragédia que ainda está sendo apurada.

Mas o discurso de Haddad soa, no mínimo, irônico. O mesmo político que foi considerado o pior prefeito da história de São Paulo, e que como ministro aumentou a carga tributária dos brasileiros, agora se apresenta como autoridade moral para falar de gestão e segurança pública.

Em tom professoral, Haddad disse que o governo federal está combatendo o crime “na fonte” e que o Rio precisa “acordar para o problema crônico” das fraudes com combustíveis. Ele sugeriu que o governador tem sido omisso e defendeu “asfixiar financeiramente o crime organizado” — uma fala conveniente para quem parece viver em um mundo de teorias e planilhas, bem distante da realidade das ruas.

Enquanto o ministro prega austeridade para os estados, seu próprio governo não para de criar novos impostos e taxas, sufocando o cidadão comum. Fala em “asfixiar o crime”, mas o que se vê é a asfixia da população, que paga caro por cada decisão econômica imposta de Brasília.

É curioso como Haddad tenta aparecer como especialista em tudo: de economia a segurança pública. O mesmo homem que não conseguiu resolver o trânsito, a violência ou as finanças paulistanas agora quer ensinar o Rio de Janeiro a lidar com milícias e contrabandistas.

Antes de dar lições aos outros, seria bom que o ministro olhasse para o próprio espelho — e percebesse que sua gestão, até aqui, tem sido marcada mais por discursos vazios e aumentos de impostos do que por resultados concretos.

No fim das contas, parece que Haddad aprendeu bem a arte de culpar os outros pelos problemas que ele nunca soube resolver.

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