PL extingue presidência nacional do PL Mulher após saída de Michelle Bolsonaro e redesenha comando do segmento feminino

PL extingue presidência nacional do PL Mulher após saída de Michelle Bolsonaro e redesenha comando do segmento feminino

Decisão de Valdemar Costa Neto ocorre um dia após desligamento da ex-primeira-dama; estrutura passa a ser descentralizada e comandada por presidentes estaduais

O presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, decidiu extinguir a presidência nacional do PL Mulher após a saída de Michelle Bolsonaro do comando do segmento feminino do partido. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (1º/7), apenas um dia depois de a ex-primeira-dama oficializar seu desligamento da função.

Segundo Valdemar, a partir de agora o PL Mulher deixará de ter uma liderança única em nível nacional e passará a funcionar de forma descentralizada, com presidentes estaduais responsáveis pela condução das atividades femininas em cada unidade da federação. Essas lideranças, por sua vez, responderão à direção nacional do partido.

“Não teremos mais presidente nacional. Em cada estado vai ter seu PL Mulher, sob alguma coordenação nacional. Seria difícil encontrar uma substituta à altura da Michelle, que deu muita visibilidade ao cargo”, afirmou o dirigente ao comentar a reestruturação.

A decisão marca uma mudança significativa na organização interna do segmento feminino do partido, que vinha ganhando projeção política sob a liderança de Michelle Bolsonaro. De acordo com Valdemar, a ex-primeira-dama teve papel central na valorização do PL Mulher, o que influenciou diretamente na escolha por um modelo mais horizontal de gestão.

Michelle Bolsonaro anunciou sua saída na terça-feira (30/6), em nota oficial, após reunião de cerca de duas horas com o dirigente partidário. No comunicado, ela afirmou que deixaria o cargo para dedicar mais tempo à família, incluindo os cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com a filha do casal.

A saída ocorre em meio a um ambiente de tensões internas no partido, envolvendo divergências públicas entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o que intensificou a pressão sobre a condução do setor feminino da sigla.

Com a nova estrutura, o PL deixa de ter uma presidência nacional exclusiva para o PL Mulher e passa a operar com coordenação compartilhada entre os diretórios estaduais, que deverão alinhar suas ações com a direção central do partido. A mudança, segundo aliados da sigla, já vinha sendo discutida, mas foi acelerada após a saída de Michelle.

A reconfiguração encerra, ao menos por ora, o modelo centralizado de comando do PL Mulher e abre espaço para uma gestão mais fragmentada do segmento, que passa a depender diretamente das lideranças regionais para sua atuação política e organizacional.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags