Plano dos EUA para a Venezuela ganha forma sob comando de Trump

Plano dos EUA para a Venezuela ganha forma sob comando de Trump

Marco Rubio detalha estratégia em três etapas e reforça que Washington conduz a transição com firmeza e planejamento

O governo dos Estados Unidos deixou claro que não está agindo no improviso em relação à Venezuela. Em declaração nesta quarta-feira, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a administração de Donald Trump estruturou um plano sólido, dividido em três etapas, para conduzir o país após a captura de Nicolás Maduro. Segundo ele, trata-se de uma estratégia pensada para evitar o caos, reorganizar a economia e conduzir uma transição política controlada.

Rubio explicou que a primeira fase é a estabilização, considerada essencial para impedir que a queda do antigo regime mergulhe a Venezuela em desordem institucional e social. Nesse momento inicial, os Estados Unidos mantêm forte controle econômico, incluindo a chamada “quarentena” do petróleo venezuelano, que segue sob sanções internacionais.

— O objetivo imediato é impedir o colapso total. Não queremos repetir erros do passado — afirmou o secretário, ao destacar que Washington assumiu o controle de grandes volumes de petróleo que estavam retidos no país e que agora serão comercializados a preços de mercado, sem os descontos que beneficiavam o regime chavista.

A segunda etapa do plano envolve a recuperação econômica e institucional. Nessa fase, segundo Rubio, os EUA pretendem abrir o mercado venezuelano para empresas americanas, ocidentais e de países aliados, criando condições para investimentos, retomada produtiva e reconstrução da sociedade civil. Também está prevista a libertação de presos políticos, concessão de anistias e estímulo à reconciliação nacional.

Por fim, a terceira fase prevê a transição política, com a reorganização do poder no país sob supervisão direta de Washington. Rubio foi enfático ao afirmar que a Casa Branca já definiu os próximos passos e que o processo está sendo conduzido com clareza e comando.

— Não estamos improvisando. O plano existe, foi desenhado e está sendo executado — reforçou o secretário, uma das principais vozes de Trump para a América Latina.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que os Estados Unidos exercem influência total sobre as autoridades interinas em Caracas neste momento. Segundo ela, as decisões do governo provisório seguem alinhadas diretamente às diretrizes de Washington, o que demonstra o peso da liderança americana na condução do processo.

Enquanto Maduro aguarda julgamento em Nova York por acusações de narcotráfico, a oposição venezuelana segue fora do centro das decisões. Embora figuras como María Corina Machado tenham reaparecido no debate público, o comando da transição permanece concentrado nas mãos de aliados do antigo regime, agora sob tutela direta dos EUA — uma escolha estratégica de Trump para evitar instabilidade maior ou a necessidade de intervenção militar em solo venezuelano.

Analistas internacionais avaliam que a decisão reflete pragmatismo. A oposição, enfraquecida e fragmentada após anos de perseguição, não teria estrutura para assumir o controle imediato do país. Para o entorno de Trump, garantir ordem e controle vem antes de disputas políticas.

Com isso, Marco Rubio e Donald Trump assumem o protagonismo de uma das mais ousadas intervenções geopolíticas recentes na América Latina, apostando em pressão econômica, comando político e reconstrução gradual como caminho para encerrar décadas de crise na Venezuela.

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