Policial civil é preso após morte de passageira em carro de aplicativo no Rio

Policial civil é preso após morte de passageira em carro de aplicativo no Rio

Mulher de 28 anos foi baleada durante discussão no trânsito na Zona Oeste do Rio de Janeiro

Um policial civil do Rio de Janeiro foi preso temporariamente acusado de matar uma passageira de carro de aplicativo durante uma briga de trânsito. A vítima, identificada como Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, tinha 28 anos, era casada e deixou duas filhas.

O caso aconteceu na última quinta-feira (7), na Rua Professor Henrique Costa, no bairro da Taquara, Zona Oeste da capital fluminense.

Como aconteceu o crime no Rio de Janeiro

Discussão no trânsito terminou com disparo contra carro de aplicativo

De acordo com as investigações, Thamires estava em um carro de aplicativo quando o motorista realizou uma manobra na via e acabou se envolvendo em uma discussão com outro motorista.

Segundo o relato do condutor do aplicativo, o outro veículo emparelhou e bloqueou sua passagem. O motorista afirmou que tentou evitar o confronto, mas o policial civil teria sacado a arma e disparado contra o carro.

O tiro atingiu Thamires nas costas enquanto ela estava no banco traseiro do veículo.

“Ela ficou pedindo para não morrer e dizia que tinha duas filhas pequenas”, contou o motorista em depoimento.

Policial alegou ter confundido situação com tentativa de assalto

Agente foi afastado das funções e responderá por homicídio qualificado

O policial civil identificado como Frede Uilson Souza de Jesus se apresentou espontaneamente à polícia e foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital.

Durante o depoimento, o agente afirmou que acreditou estar diante de uma tentativa de assalto ao ver o carro realizando a manobra e, por isso, efetuou o disparo.

Apesar da versão apresentada, testemunhas relataram que o policial teria atirado sem verificar quem estava dentro do veículo.

A Polícia Civil informou que a Corregedoria-Geral afastou o servidor das atividades e abriu procedimento disciplinar para investigar a conduta do agente.

O policial permanecerá preso e responderá por homicídio qualificado.


Thamires iria comemorar o Dia das Mães e aniversário da filha

Família lamenta morte da jovem de 28 anos

Thamires Rodrigues de Souza Peixoto havia solicitado o carro de aplicativo para ir a um salão de beleza. Segundo familiares, o fim de semana seria de comemoração em família, já que além do Dia das Mães, a filha mais nova completaria 4 anos.

A morte da jovem gerou forte comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre violência no trânsito e uso de armas por agentes de segurança.

“Quem atira precisa ter consciência de que pode tirar a vida de alguém”, afirmou o motorista do aplicativo após o crime.

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