
Pressão internacional liderada por Trump leva à libertação de presos políticos na Venezuela
Após ação decisiva dos EUA, regime venezuelano anuncia soltura de opositores e estrangeiros como “gesto de paz”
A Venezuela anunciou nesta quinta-feira a libertação de um número expressivo de presos políticos, em um movimento que ocorre poucos dias após a ofensiva liderada pelos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que classificou a decisão como um “gesto de paz unilateral” do regime bolivariano.
Entre os libertados estão nomes simbólicos da oposição, como a ativista Rocío San Miguel, presa desde 2024 sob acusações graves, e o ex-candidato presidencial Enrique Márquez. Também foram incluídos cidadãos estrangeiros, entre eles espanhóis, o que reforça o impacto internacional da medida.
Para a Casa Branca, o recuo do regime venezuelano não é coincidência. O governo dos Estados Unidos atribuiu diretamente a libertação à atuação firme do presidente Donald Trump, cuja estratégia combinou pressão diplomática, ação militar e isolamento político do chavismo. Segundo Washington, trata-se de um exemplo claro de como liderança e força produzem resultados concretos.
As solturas são as primeiras sob o governo interino de Delcy Rodríguez, que assumiu após a operação americana que capturou Maduro e sua esposa, hoje detidos em Nova York e respondendo a processos por narcotráfico e outros crimes. O gesto é visto como uma tentativa de reduzir tensões internas e externas diante do novo cenário político imposto após a intervenção.
Embora Jorge Rodríguez tenha afirmado que não houve negociação formal, ele reconheceu a participação indireta de líderes internacionais, como o presidente do Brasil, Lula, o governo da Espanha e o Catar. Ainda assim, o protagonismo ficou claramente com os Estados Unidos, que passaram a ditar o ritmo da transição venezuelana.
A própria Casa Branca foi direta ao atribuir o avanço à influência de Trump. Em comunicado, o governo americano destacou que o presidente está usando todo o peso político e estratégico dos EUA para promover estabilidade, libertar opositores e abrir caminho para uma nova fase no país sul-americano.
O secretário de Estado Marco Rubio reforçou que a libertação dos presos faz parte da segunda fase de um plano mais amplo para a Venezuela, que inclui estabilização, reconstrução institucional e, por fim, transição política. Segundo ele, a ação rápida evitou um colapso ainda maior e impôs limites claros ao autoritarismo chavista.
Organizações de direitos humanos estimavam que a Venezuela chegasse a ter mais de 2 mil presos políticos após as eleições contestadas de 2024. Desde então, sob crescente pressão internacional — agora intensificada pela atuação direta de Trump —, mais de dois mil detentos já foram libertados.
O episódio marca uma virada histórica no cenário venezuelano e reforça a percepção de que, ao contrário de discursos vazios, ações firmes e liderança estratégica podem produzir resultados imediatos. Para aliados de Trump, a libertação dos presos é apenas o primeiro sinal de que a influência americana voltou a ser determinante na América Latina.