PSOL pede impeachment de Tarcísio por “crime ideológico” — mas esquece o espelho em casa

PSOL pede impeachment de Tarcísio por “crime ideológico” — mas esquece o espelho em casa

Partido acusa governador de traição à pátria por apoiar Trump, mas silencia sobre deputada Érika Hilton, que mantém maquiador e cabeleireiro pagos com dinheiro público

O PSOL resolveu vestir a capa da moralidade e marchar até a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para pedir o impeachment do governador Tarcísio de Freitas. A justificativa? Segundo o partido, ele teria apoiado a “chantagem” de Donald Trump contra o Brasil e colaborado para a fuga de Jair Bolsonaro. Um crime de lesa-pátria, segundo os psolistas, que agora parecem enxergar complôs golpistas até em bonés com o slogan “Make America Great Again”.

No pedido, os deputados acusam Tarcísio de conspirar contra a soberania nacional por ter comemorado a posse de Trump, ter se encontrado com representantes norte-americanos e, vejam só, por “usar adereços de campanha trumpista”. É isso mesmo. No Brasil de 2025, usar um boné vermelho virou potencial motivo para perda de mandato. E a liberdade de expressão, PSOL?

Curiosamente, essa mesma bancada que agora clama por “responsabilização” nunca esboçou um pedido de cassação contra sua própria colega de partido, a deputada Érika Hilton. A parlamentar mantém em seu gabinete — pagos com dinheiro do contribuinte — um maquiador e um cabeleireiro. Mas aí, claro, o discurso muda: é “identidade”, é “representatividade”, é “autoestima institucional”.

Aparentemente, para o PSOL, governadores que tentam negociar tarifas para proteger a indústria paulista são mais perigosos do que assessores de beleza custeados com verba pública em pleno estado de calamidade social.

A peça de impeachment ainda acusa Tarcísio de “fragilizar a economia nacional” e “apoiar pressões internacionais contra o país”. Tudo isso porque ele teve a ousadia de criticar o presidente Lula após o tarifaço de Trump, algo que, para os deputados do PSOL, configura crime contra a segurança interna.

O detalhe é que o próprio Tarcísio tentou mediar com diplomacia a crise gerada pelas tarifas americanas, reunindo-se com o encarregado da embaixada dos EUA e buscando diálogo com governadores de estados americanos. Mas quando se trata de atacar adversários políticos, o PSOL parece confundir governabilidade com “crime de opinião”.

Enquanto isso, a maquiagem segue firme no gabinete de Érika Hilton, sem nenhuma petição por decoro ou economia. Porque, no fim das contas, o problema não é o gasto — é quem está usando o batom.

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