
Pedido de impeachment de Barroso e Dino chega ao Senado sob acusação de parcialidade
Teólogo goiano acusa ministros do STF de agirem com viés político em julgamentos ligados a Bolsonaro e pede que Senado analise afastamento
O clima entre parte da população e o Supremo Tribunal Federal voltou a esquentar. Um cidadão goiano, João Aparício de Souza, protocolou nesta terça-feira (22.jul.2025) no Senado Federal um pedido de impeachment contra os ministros Luís Roberto Barroso e Flávio Dino. O argumento? Ambos estariam agindo com parcialidade em casos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No documento, João Aparício – que se apresenta como teólogo e reitor de um ministério religioso em Goiás – aponta falas e postagens dos ministros como provas de que eles teriam deixado a neutralidade de lado. Barroso, por exemplo, teria afirmado em um evento em 2023 que “nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia”, o que, segundo o autor, colocaria em dúvida sua isenção ao julgar processos relacionados ao ex-presidente.
Já Flávio Dino é acusado de ter usado as redes sociais para atacar diretamente Bolsonaro, com frases como “Bolsonaro é o pai do Orçamento Secreto e da corrupção daí derivada”. Para João Aparício, esse tipo de manifestação compromete o equilíbrio necessário à função de um ministro do STF.
Embora o pedido tenha sido recebido, o Senado ainda não se pronunciou sobre a admissibilidade ou andamento do processo. Vale lembrar que pedidos como esse, mesmo quando partem da sociedade civil, precisam passar por um crivo político bastante rigoroso — e raramente prosperam.
Curiosamente, o autor da ação também defende ideias nada convencionais. Além de suas formações em teologia e capelania cristã, ele é um entusiasta da volta da monarquia parlamentar ao Brasil, e defende até a realização de um plebiscito sobre o tema.
No fim das contas, o pedido pode até não avançar, mas serve como mais um capítulo na crescente tensão entre apoiadores do bolsonarismo e o Judiciário, especialmente quando se trata do STF, alvo constante de críticas por parte de grupos que veem os ministros como atores políticos, e não apenas juízes da Constituição.
Perguntar ao ChatGPT