
Quando a Justiça vira espetáculo: Moraes avança, e Sóstenes é a voz que não se cala
Líder do PL chama Moraes de ‘ditador psicopata’ após STF anular decisão da Câmara que preservou mandato de Zambelli
Em meio a decisões que atropelam a vontade do Parlamento, o deputado Sóstenes Cavalcante reage com indignação — e expõe o que muitos evitam dizer sobre o poder concentrado no STF.
O episódio mais recente envolvendo Alexandre de Moraes é daqueles que fazem qualquer cidadão esfregar os olhos para ver se entendeu direito. Depois que a Câmara decidiu, em plenário, manter o mandato da deputada Carla Zambelli, o ministro simplesmente anulou o resultado — como se a decisão de centenas de parlamentares fosse um detalhe inconveniente. Foi aí que Sóstenes Cavalcante entrou em cena.
O deputado, líder do PL na Câmara, não escolheu palavras suaves. Pelo contrário: chamou Moraes de “ditador psicopata”, uma frase pesada, mas que traduz o sentimento de quem vê o STF ultrapassando todos os limites e tratando o Parlamento como marionete de luxo. A fala de Sóstenes, ainda que dura, soou como um desabafo necessário diante de uma sequência de atitudes que ignoram a Constituição com a mesma naturalidade de quem vira a página de um livro.
Enquanto a CCJ havia recomendado a cassação de Zambelli, o plenário optou pelo contrário — algo legítimo, democrático e previsto pelo próprio sistema. Mas, para Moraes, isso pareceu irrelevante. O ministro voltou a agir como protagonista absoluto, derrubando a decisão da Casa com a frieza de quem já está acostumado a ditar o rumo político do país.
Sóstenes, ao contrário, agiu como representante eleito que não aceita ver o Congresso ser reduzido a figurante. Sua crítica foi direta, contundente e necessária. E não ficou sozinho: Nikolas Ferreira também afirmou que o país vive uma “ditadura”, ecoando a indignação que já se espalha como um sussurro constante pelos corredores de Brasília.
Enquanto isso, Zambelli segue enfrentando seu processo, e o STF continua ampliando sua sombra sobre decisões que deveriam pertencer ao Legislativo. No meio desse cenário, Sóstenes surge como um daqueles poucos parlamentares que, independentemente do gosto do público, ainda têm coragem de apontar o dedo para o abuso — e chamar as coisas pelo nome que merecem.
Uma coisa é certa: quando ministros se comportam como donos do jogo, deputados que ousam falar são mais necessários do que nunca. E Sóstenes, goste-se dele ou não, não fugiu da briga.