
“SANTA CATARINA NÃO É UM ESTADO DE FASCISTAS”, DECLARA FLÁVIO BOLSONARO EM JOINVILLE E DEFENDE O POVO CATARINENSE
Em ato de campanha na cidade catarinense, senador e candidato à Presidência da República exalta o trabalho, a produtividade e o mérito dos moradores de Santa Catarina. Flávio também destaca a prosperidade do estado, critica a associação dos catarinenses ao fascismo e defende uma parceria com o governador Jorginho Mello para ampliar investimentos e oportunidades.
O senador Flávio Bolsonaro (Partido Liberal – PL), candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado, 19 de setembro de 2026, durante um compromisso de campanha em Joinville, que Santa Catarina não é um estado de fascistas. A declaração foi uma resposta às críticas e à associação do estado com o fascismo no debate político nacional.
“Santa Catarina não é um estado de fascistas, é um estado que prospera, onde a lei funciona e tem estrutura para escoar sua produção”, declarou Flávio, ao defender a população catarinense e destacar características que, em sua avaliação, ajudam a explicar o desenvolvimento regional.
O candidato também enalteceu o perfil dos moradores, descrevendo-os como trabalhadores e produtivos, com uma mentalidade voltada à conquista por meio do próprio esforço.
“O povo de Santa Catarina, muito longe de ser fascista, é um povo trabalhador, produtivo e que tem a mentalidade de correr atrás pelos seus méritos”, afirmou.
A declaração coloca em evidência a defesa que Flávio faz do estado e de sua população, em meio à disputa política nacional e às diferenças entre os projetos apresentados pelos candidatos à Presidência.
FLÁVIO EXALTA TRABALHO, PRODUTIVIDADE E MÉRITO
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro apresentou Santa Catarina como uma referência de desenvolvimento, associando a prosperidade do estado ao trabalho, à produtividade e à capacidade de organização econômica.
O senador destacou a infraestrutura de escoamento da produção e afirmou que o estado tem características capazes de inspirar o restante do Brasil.
A defesa de Santa Catarina também foi acompanhada de uma crítica à generalização política que associa a população catarinense ao fascismo. Flávio sustentou que o povo do estado deve ser reconhecido por seu trabalho e por sua contribuição econômica, e não reduzido a rótulos ideológicos.
A fala se insere em um contexto de disputa eleitoral no qual o candidato busca fortalecer sua relação com setores produtivos e com lideranças políticas de Santa Catarina.
JOINVILLE É APRESENTADA COMO EXEMPLO DE DESENVOLVIMENTO
Flávio também citou Joinville como exemplo de sucesso e relacionou a trajetória da cidade ao fato de ela nunca ter sido administrada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A declaração expressa a interpretação política do candidato sobre o desenvolvimento municipal e reforça sua crítica ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao apresentar Joinville como referência, Flávio procurou associar a administração local e o perfil econômico da cidade a uma visão de gestão que valoriza produtividade, iniciativa privada e resultados.
A afirmação, entretanto, representa a avaliação política do senador e não estabelece, isoladamente, uma relação causal entre a ausência de governos do PT e o desempenho econômico do município.
PARCERIA COM JORGINHO MELLO E PROPOSTAS PARA SANTA CATARINA
Durante o evento, Flávio Bolsonaro também elogiou o governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição, e defendeu uma aproximação entre o governo federal e a administração estadual caso vença a eleição presidencial.
O senador afirmou que pretende trabalhar em conjunto com o governador e mencionou a possibilidade de ampliar concessões e parcerias com o governo catarinense.
“A gente tem um monte de possibilidade de concessões e parcerias com o governo do estado”, declarou.
Flávio também afirmou que Santa Catarina tem muito a inspirar o Brasil e que deseja manter uma relação próxima com a administração estadual.
A proposta de cooperação foi apresentada como parte de sua visão de governo, com ênfase em infraestrutura, investimentos e articulação entre as esferas federal e estadual.
SANTA CATARINA NO CENTRO DA DISPUTA ELEITORAL
A passagem de Flávio Bolsonaro por Joinville ocorreu no mesmo sábado em que Lula esteve em Florianópolis, onde fez críticas ao agronegócio e cobrou reconhecimento pelos recursos destinados ao setor durante seu governo.
Os dois atos políticos colocaram Santa Catarina no centro do debate eleitoral, especialmente em torno da relação entre governo federal, produtores rurais, desenvolvimento econômico e posicionamento político.
Enquanto Lula defendeu a atuação de sua administração e questionou a resistência de parte do agronegócio, Flávio exaltou o perfil produtivo dos catarinenses e apresentou o estado como exemplo de prosperidade.
A diferença entre os discursos evidencia a disputa de narrativas sobre o desenvolvimento regional e o papel do governo federal na relação com os estados.
DEFESA DO POVO CATARINENSE E CRÍTICA AOS RÓTULOS POLÍTICOS
A declaração de Flávio Bolsonaro reforça sua tentativa de separar a identidade da população catarinense das classificações ideológicas utilizadas no debate nacional.
Ao afirmar que Santa Catarina não é um estado fascista, o senador defendeu que os moradores sejam reconhecidos por suas características sociais e econômicas, especialmente pelo trabalho, pela produtividade e pela busca de resultados.
A fala também funciona como uma crítica à generalização de posições políticas atribuídas a toda uma população, uma vez que os habitantes de qualquer estado possuem diferentes opiniões, convicções e preferências eleitorais.
O mérito individual e coletivo, a capacidade produtiva e a prosperidade foram os elementos centrais utilizados pelo candidato para apresentar Santa Catarina como referência para o país.
Em Joinville, Flávio Bolsonaro defendeu Santa Catarina, exaltou o trabalho e a produtividade de seu povo e afirmou que o estado tem muito a ensinar ao Brasil. Ao destacar a parceria com Jorginho Mello e criticar a associação dos catarinenses ao fascismo, o senador reforçou seu discurso de valorização do mérito, do desenvolvimento regional e da cooperação entre governos.