Senadores pedem quebra de sigilo da esposa de Moraes em meio ao Caso Master

Senadores pedem quebra de sigilo da esposa de Moraes em meio ao Caso Master

Requerimento aponta movimentações suspeitas e cita acordo milionário com o Banco Master

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) apresentaram, nesta quinta-feira (29 de janeiro de 2026), um requerimento solicitando a quebra do sigilo bancário e fiscal de Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.

O documento foi encaminhado ao presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato, e tenta conectar o nome de Viviane a movimentações financeiras que estariam sendo analisadas dentro do caso envolvendo o Banco Master.

Segundo os parlamentares, a medida tem o objetivo de permitir que a comissão investigue com mais profundidade possíveis vínculos financeiros e acordos que, na visão deles, precisam ser esclarecidos com total transparência.

Acordo de mais de R$ 130 milhões entra no radar da CPI

No requerimento, Girão e Malta citam um acordo superior a R$ 130 milhões, que teria sido firmado entre Viviane Barci e o Banco Master, com duração estimada de 36 meses.

A menção a esse valor chamou atenção e virou um dos principais pontos usados pelos senadores para justificar o pedido de quebra de sigilo. A alegação é de que, diante do tamanho do montante e do contexto em que o Banco Master passou a ser alvo de questionamentos e investigações, seria necessário abrir os dados financeiros para verificar:

  • origem dos valores envolvidos;
  • condições do acordo firmado;
  • eventuais pagamentos, repasses ou movimentações atípicas;
  • e se há alguma relação direta ou indireta com fatos apurados no caso.

A proposta, na prática, quer colocar luz total sobre as transações — e também sobre quem estava envolvido nelas.

CPI do Crime Organizado vira palco de pressão política

O pedido foi formalizado dentro da CPI do Crime Organizado, que tem sido usada como um espaço de disputa política e institucional. Ao incluir o nome da esposa de um ministro do STF, os senadores ampliam o alcance do caso e elevam a temperatura do debate em Brasília.

Agora, o requerimento depende da avaliação do presidente da comissão e também do andamento interno da CPI para avançar — o que pode gerar novos embates e desdobramentos nas próximas sessões.

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