
Sinal amarelo para Lula: fala de Trump expõe risco para exportações brasileiras
EUA reduzem tarifas para diversos países, mas mantêm sobretaxa pesada sobre o café do Brasil, reacendendo tensão comercial
A recente decisão dos Estados Unidos de cortar em 10% as tarifas de importação para café e outros produtos reacendeu um alerta em Brasília. O alívio tarifário veio para vários países — mas não para o Brasil, que continua enfrentando uma cobrança extra de 40%, uma barreira que pesa especialmente sobre o setor cafeeiro.
O clima piorou depois que Donald Trump, em declaração pública, insinuou que pode endurecer ainda mais a política comercial para “proteger produtores americanos”. A fala foi entendida por especialistas como um recado direto aos grandes exportadores, entre eles o Brasil.
No governo Lula, a preocupação é evidente. A manutenção da sobretaxa cria um cenário de desvantagem para produtores brasileiros, enquanto concorrentes de outros países passam a vender com custos menores e mais competitivos.
Essa combinação — redução tarifária para uns e cobrança elevada para o Brasil — acende um alerta duplo: pela perda de mercado e pela possibilidade de Washington intensificar a pressão política e econômica.
Para diplomatas e integrantes do agronegócio, o recado foi claro: o Brasil pode estar entrando numa fase de tensão renovada com os EUA, e a resposta do governo Lula precisará ir além da retórica.