Sócio de Virginia Fonseca admite falta de estoque em live e WePink vira alvo do Ministério Público

Sócio de Virginia Fonseca admite falta de estoque em live e WePink vira alvo do Ministério Público

⚖️ MP de Goiás acusa marca de práticas abusivas e pede R$ 5 milhões por danos morais coletivos após revelação de que produtos eram vendidos sem estoque.

O glamour das lives e o brilho das embalagens da WePink, marca de cosméticos da influenciadora Virginia Fonseca, agora dão lugar a uma polêmica judicial que expõe os bastidores de um império digital em crise.

Durante uma transmissão ao vivo, o sócio de Virginia, Thiago Stabile, admitiu que a empresa vendia produtos sem ter estoque disponível. A fala, registrada por consumidores e reproduzida nas redes sociais, se tornou peça central de uma ação movida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), que acusa a marca de práticas abusivas contra os consumidores.

Segundo a Promotoria de Defesa do Consumidor, Thiago afirmou na live que “houve um problema de abastecimento porque a empresa cresceu muito rápido” e reconheceu que “algumas matérias-primas acabavam” — ou seja, mesmo ciente da falta de produtos, a marca continuava vendendo e prometendo entregas em até 14 dias úteis.

O promotor Élvio Vicente da Silva, responsável pelo caso, classificou a conduta como publicidade enganosa e má-fé contratual, destacando que a empresa “seguiu vendendo mesmo sabendo que não conseguiria cumprir os prazos”.

O Ministério Público pede que a WePink interrompa as vendas feitas por lives e busca uma indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. A ação também solicita ressarcimento individual aos consumidores prejudicados e multa diária de R$ 1 mil caso a empresa descumpra as determinações judiciais.

As reclamações contra a marca explodiram. Apenas em 2025, o site Reclame Aqui registrou mais de 90 mil queixas, incluindo relatos de entregas atrasadas por até sete meses, reembolsos negados e críticas apagadas das redes sociais da empresa.

O episódio lança uma sombra sobre o universo das marcas de influenciadores, onde a estética e o marketing muitas vezes escondem problemas sérios de gestão e transparência.

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