
STF humilha senador: Marcos do Val é tratado como bandido e exibe tornozeleira em protesto
Justiça impõe censura, bloqueia salário e até redes sociais de um parlamentar eleito pelo povo
O Brasil chegou a um ponto vergonhoso: um senador da República, eleito pelo voto popular, está sendo tratado como um criminoso comum pelo Supremo Tribunal Federal. Marcos do Val (Podemos-ES), que deveria ter sua imunidade parlamentar respeitada, hoje vive sob uma série de restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes — como se fosse um refém do próprio sistema que jurou defender a democracia.
Na última sexta-feira (22), Do Val fez uma live nas redes sociais, mesmo proibido, para denunciar o cerco judicial que sofre. Durante mais de uma hora, criticou duramente Moraes, desabafou contra a perseguição e mostrou a tornozeleira eletrônica que carrega no tornozelo como se fosse um troféu de resistência. Um senador monitorado como um delinquente: eis a cena que retrata a degradação institucional que vivemos.
Um senador censurado
As medidas impostas contra Do Val soam como um verdadeiro ato de vingança:
- Proibição de usar redes sociais, nem por terceiros;
- Bloqueio integral do salário e das verbas de gabinete;
- Cancelamento do passaporte diplomático;
- Bloqueio de contas, investimentos, veículos, imóveis, embarcações e até chaves PIX;
- Recolhimento domiciliar noturno e integral em fins de semana e feriados;
- Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.
É isso mesmo: um senador da República, que deveria ter liberdade para atuar e falar, hoje é controlado até nos passos que dá. Não se trata mais de punição: é humilhação pública.
Viagem e perseguição
No fim de julho, Do Val viajou aos Estados Unidos com sua família. Mesmo com restrição de saída do país, usou o passaporte diplomático — um direito de parlamentar. Na volta, foi recebido pela Polícia Federal em Brasília, numa operação autorizada por Moraes como se estivesse trazendo um criminoso internacional.
Agora, o senador é investigado por “obstrução” e “incitação ao crime”, mas na prática o que vemos é um político punido por suas opiniões e por enfrentar o STF.
A ferida na democracia
Independentemente de concordar ou não com Marcos do Val, a verdade é que essa situação abre um precedente perigoso e autoritário: se até um senador pode ser silenciado, monitorado e ter seus bens bloqueados sem condenação definitiva, o que sobra para o cidadão comum?
O que vemos não é Justiça: é um tribunal político que age para esmagar vozes incômodas. Hoje é Do Val; amanhã pode ser qualquer outro que ouse desafiar os donos do poder.