
Tragédia em Java: escola desaba na Indonésia e transforma orações em desespero
Mais de 12 horas após o colapso, equipes de resgate ainda lutam contra o tempo para salvar estudantes soterrados sob os escombros. Três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.
O que deveria ser uma tarde de fé e tranquilidade terminou em horror na Indonésia. Uma escola desabou na cidade de Sidoarjo, em Java Oriental, deixando três mortos, 80 feridos e 38 pessoas soterradas. O desabamento aconteceu enquanto os estudantes participavam das orações da tarde dentro do prédio, que passava por uma ampliação não autorizada.
Mais de 12 horas depois da tragédia, os socorristas ainda lutam para alcançar os sobreviventes presos sob os destroços da Escola Islâmica Internato Al Khoziny. As equipes têm levado oxigênio e água até os alunos, numa corrida contra o tempo e a poeira que cobre tudo ao redor.
De acordo com as autoridades, novos corpos já foram avistados entre os escombros, o que indica que o número de vítimas fatais pode aumentar. O porta-voz da Agência Nacional de Mitigação de Desastres, Abdul Muhari, informou que todos os 80 feridos foram levados para hospitais da região, muitos com traumatismos cranianos e fraturas graves.
Enquanto isso, moradores, professores e voluntários se uniram aos bombeiros para ajudar no resgate, improvisando macas e carregando feridos nos braços. Um dos poucos alívios veio do relato de sobreviventes: as alunas, que oravam em outra ala do prédio, conseguiram escapar antes que tudo desabasse.
As causas do colapso ainda estão sendo investigadas, mas as primeiras informações apontam para problemas estruturais ligados à ampliação irregular da construção — um descuido fatal que custou vidas e destruiu famílias.
Trecho de indignação:
É doloroso pensar que o que deveria ser um lugar de aprendizado e fé virou um cenário de tragédia por pura irresponsabilidade. O desabamento dessa escola é mais um lembrete cruel de que a negligência mata — e que, quando o lucro ou a pressa falam mais alto que a segurança, quem paga o preço são sempre os inocentes.