Trump ameaça UE com tarifaço, mira indústria farmacêutica e diz que acordo com a China está “quase lá”

Trump ameaça UE com tarifaço, mira indústria farmacêutica e diz que acordo com a China está “quase lá”

Em entrevista à CNBC, presidente americano anunciou novas tarifas para chips e remédios, avisou que a União Europeia pode levar um “golpe” comercial de 35% e sinalizou que negociações com Pequim avançam.

Donald Trump voltou a usar o microfone como arma de pressão no comércio internacional. Nesta terça-feira (5), em entrevista à rede CNBC, o presidente dos Estados Unidos avisou que a União Europeia poderá enfrentar uma tarifa de 35% caso “não cumpra suas obrigações” no acordo firmado com Washington. Ele também prometeu, para a próxima semana, novas taxas sobre semicondutores e sobre a indústria farmacêutica.

“Suíça faz uma fortuna vendendo produtos farmacêuticos. Vamos começar com uma tarifa pequena para esse setor”, disse Trump, deixando no ar que pode endurecer mais.

O republicano aproveitou para celebrar acordos com Japão, Indonésia e Coreia do Sul, países que abriram seus mercados aos americanos. Já sobre a Índia, a postura foi o oposto: classificou-a como “má parceira comercial” e prometeu tarifas mais altas, alegando compras de petróleo russo.

Sobre o impacto nos combustíveis, Trump minimizou: “Não estou preocupado. Se os preços de energia caírem o bastante, Putin para de matar, e isso seria bom.”

Quando o assunto foi China, o tom mudou para algo mais conciliador. Trump disse manter uma boa relação com Xi Jinping e revelou que o líder chinês quer se reunir com os EUA. “Posso encontrá-lo até o fim do ano, se houver acordo”, disse, sinalizando que as negociações estão perto de um desfecho.

O presidente também aproveitou a entrevista para criticar o Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS), chamando-o de “antiquado e político” e insinuando manipulação nos números de emprego. Dias atrás, Trump mandou demitir a chefe do órgão após a divulgação de dados fracos sobre criação de vagas.

No radar econômico, voltou a atacar o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, acusando-o de agir com “atraso” e só cortar juros “em ano eleitoral”. Ele também comentou a disputa pela liderança do Fed, citando nomes que considera fortes e descartando outros, como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que, segundo Trump, “faz ótimo trabalho onde está”.

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