
Trump anuncia tarifa pesada de 50% sobre o cobre, mas dá folga para a indústria farmacêutica
Medida faz parte de pacote de taxas setoriais; farmacêuticos terão até 18 meses para evitar sobretaxa de até 200% sobre importados
O ex-presidente Donald Trump declarou que pretende impor uma tarifa de 50% sobre o cobre importado, dentro de um conjunto de medidas que atingirão setores específicos da economia americana. Porém, ele sinalizou uma trégua para a indústria farmacêutica, dando até um ano e meio para que as empresas se adaptem antes que a sobretaxa de até 200% seja aplicada aos seus produtos vindos do exterior.
Durante uma reunião de gabinete na última terça-feira, Trump explicou que as tarifas vão variar entre 10% e 70%, dependendo do produto. Além do cobre, o pacote inclui também medicamentos, semicondutores e outros metais, todos sob investigação para garantir que as importações não ameacem a segurança nacional dos EUA.
Ao responder a um jornalista, Trump foi direto: “Acredito que a tarifa sobre o cobre será de 50%.” O impacto já foi sentido no mercado, com o preço do cobre em Nova York disparando até 17%, o maior salto diário desde 1988.
Sobre os remédios, ele ponderou que haverá um prazo para que as indústrias farmacêuticas tragam suas operações para solo americano, antes que a punição com taxas exorbitantes entre em vigor. “Vamos dar cerca de um ano, um ano e meio para que as empresas se ajustem, depois disso, se continuarem importando, serão tarifadas com taxas muito altas, em torno de 200%,” afirmou.
Essas ações vêm no contexto da Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962, que permite a aplicação de tarifas quando as importações são consideradas uma ameaça à segurança nacional. Trump já abriu investigações para cada um desses setores e deve avançar com as medidas assim que os processos forem concluídos.
Essa nova leva de tarifas se soma a outra iniciativa que Trump anunciou, envolvendo cobranças específicas por país, previstas para começar em agosto, mas que não atingem os produtos sob a Seção 232.
Com esse pacote, Trump reforça seu discurso protecionista, tentando proteger a indústria nacional ao mesmo tempo em que faz pressão sobre parceiros comerciais internacionais. A estratégia ainda está em desenvolvimento, e os próximos meses serão decisivos para entender os impactos dessas tarifas no mercado global e na economia americana.