
Trump cancela vistos de autoridades brasileiras ligadas a Moraes
Sanção atinge integrantes do Judiciário e do Executivo; familiares também foram incluídos na medida
O governo de Donald Trump confirmou nesta segunda-feira (22) a lista de autoridades brasileiras que tiveram seus vistos para os Estados Unidos cancelados ou impedidos de renovação. A decisão acontece justamente durante a viagem de Lula a Nova York, onde o presidente brasileiro participa da abertura da Assembleia Geral da ONU.
A medida, que vinha sendo discutida havia semanas, foi apresentada como uma resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e atinge, segundo a diplomacia americana, uma “rede-chave” de apoio ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que investigou a tentativa de golpe no Brasil.
Além do cancelamento dos vistos, novas sanções financeiras foram anunciadas contra Moraes, seus negócios e familiares, com base na Lei Magnitsky.
O Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, confirmou os nomes:
- Jorge Messias, advogado-geral da União
- José Levi, ex-procurador da República
- Benedito Gonçalves, ex-corregedor eleitoral e ministro do STJ
- Airton Vieira, juiz auxiliar e assessor do STF
- Marco Antonio Martin Vargas, ex-assessor eleitoral de Moraes
- Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, assessor judicial de Moraes
- Cristina Yukiko Kusahara Gomes, chefe de gabinete de Moraes no STF
Os familiares diretos dessas autoridades também foram incluídos na restrição.
Em resposta, Jorge Messias afirmou que a medida não o intimida:
“Diante desta agressão injusta, reafirmo meu compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça. Continuarei a desempenhar minhas funções em nome e em favor do povo brasileiro.”