
Trump ironiza Maduro em discurso e dispara críticas
Presidente dos EUA provoca líder venezuelano, mas o descreve como alguém perigoso e violento
Durante um discurso dirigido a parlamentares republicanos, nesta terça-feira (6/1), em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar Nicolás Maduro com ironia e provocações. Em tom de deboche, Trump mencionou as danças exibidas publicamente pelo líder venezuelano e afirmou que ele estaria tentando imitá-lo.
“Ele tenta copiar minha dança, mas não passa de um sujeito violento”, disse Trump, arrancando risadas da plateia. Apesar do tom jocoso, o presidente norte-americano reforçou uma imagem dura de Maduro, destacando seu comportamento autoritário e agressivo.
Trump também comentou, em meio a gargalhadas, o apagão que atingiu Caracas no dia em que Maduro foi capturado por forças dos Estados Unidos. Segundo ele, aquele momento teria sido um sinal claro de que o regime enfrentava um colapso. “Foi aí que perceberam que havia um problema sério”, afirmou.
De acordo com o jornal The New York Times, as aparições públicas de Maduro dançando e demonstrando aparente despreocupação teriam pesado na decisão de Trump de ordenar sua prisão. Pessoas próximas às conversas internas relataram que o presidente americano interpretou essas atitudes como uma provocação direta e uma tentativa de testar os limites de Washington.
Poucos dias antes da prisão, a TV estatal venezuelana exibiu um vídeo em que Maduro dança ao som de música eletrônica, com uma gravação repetindo em inglês a frase “Sem guerra louca”. Para integrantes do governo americano, o gesto foi visto como afronta.
Ainda segundo o jornal, Maduro teria rejeitado, no fim de dezembro, um ultimato de Trump que previa sua saída do poder em troca de um exílio confortável na Turquia. A recusa teria encerrado qualquer possibilidade de acordo, levando os Estados Unidos a colocar em prática as ameaças feitas anteriormente.
O episódio evidencia não apenas o tom provocativo de Trump, mas também a tensão extrema que marcou a relação entre os dois países nos momentos finais do governo Maduro.