
Trump solta o “monstro do mar”: maior porta-aviões do mundo no Caribe acende alerta de guerra com Maduro
Envio do USS Gerald Ford à costa venezuelana é visto como um recado direto de que os Estados Unidos estão prontos para usar força militar — e não apenas palavras — contra o regime de Nicolás Maduro
O maior e mais poderoso porta-aviões do planeta, o USS Gerald Ford, agora navega pelas águas do Caribe. O movimento, anunciado pelo governo Donald Trump, foi entendido por analistas como um sinal claro de que a paciência americana com Nicolás Maduro chegou ao limite.
De acordo com o Pentágono, a missão seria apenas “reforçar o combate ao narcotráfico”. Mas, como observou o professor Vitelio Brustolin, pesquisador da Harvard University e da UFF, o poder de fogo do Gerald Ford — com 90 caças, destróieres e helicópteros de ataque — está longe de parecer uma simples operação antidrogas.
“É um recado inequívoco: os EUA estão dispostos a usar força militar real. Esse tipo de aparato vai muito além de interceptar barcos. É preparação para ações diretas contra o regime Maduro”, afirmou Brustolin.
O Gerald Ford é uma fortaleza flutuante com capacidade para 5 mil tripulantes, aviões supersônicos e tecnologia de ponta. Um verdadeiro símbolo de poder americano que transforma o Caribe em um tabuleiro de guerra.
Fontes ouvidas pela CNN afirmam que Trump avalia atacar instalações de cocaína e rotas de tráfico dentro da Venezuela. O republicano também autorizou operações secretas da CIA no país e promete iniciar “ações terrestres em breve”.
Enquanto isso, Maduro tenta manter o tom pacifista, alternando frases em espanhol e inglês — como seu recente apelo “No crazy war, please” —, mas sabe que o cerco está se fechando. O líder venezuelano acusa Washington de querer provocar uma mudança de regime para ter acesso às enormes reservas de petróleo de seu país.
“Os EUA obterão o que querem — com ou sem Maduro”, resume Brustolin.
O grupo de ataque do Gerald Ford é composto por:
- O próprio porta-aviões USS Gerald Ford;
- Três destróieres: USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston Churchill;
- Três esquadrões de caças F-18;
- Dois esquadrões de helicópteros MH-60.
Essa frota se soma a outras forças já posicionadas na região, incluindo submarinos, bombardeiros e jatos F-35 em Porto Rico.
A imprensa americana descreve o envio como uma “escalada expressiva” da campanha de pressão contra a Venezuela. A Reuters fala em “drástico aumento” da presença militar dos EUA na América Latina — e o mundo observa, tenso, o avanço do gigante de aço que pode transformar o Caribe em um novo campo de batalha.