
Trump volta a atacar papa Leão XIV em meio a tensão sobre guerra com o Irã
Declarações intensificam troca de críticas entre o presidente dos EUA e o líder da Igreja Católica sobre conflitos e política internacional
A tensão entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o papa Leão XIV ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (15). Em publicação nas redes sociais, Trump voltou a criticar o pontífice e fez novas provocações relacionadas ao conflito envolvendo o Irã.
De forma irônica, o presidente afirmou que o papa deveria ser informado sobre, segundo ele, a morte de milhares de manifestantes no Irã nos últimos meses. Na mesma mensagem, Trump reforçou sua posição de que o país não pode ter acesso a armas nucleares e concluiu com o slogan político “os Estados Unidos estão de volta”.
O embate entre os dois líderes começou dias antes, quando Trump acusou o pontífice de ceder à “esquerda radical” e intensificou os ataques ao classificá-lo como “fraco no combate ao crime” e “ineficiente em política externa”.
Em resposta, o papa Leão XIV adotou um tom mais simbólico e religioso. Em declaração pública, citou passagens bíblicas para condenar a violência e as guerras, afirmando que orações feitas por aqueles que promovem conflitos não são ouvidas. A fala foi interpretada como uma crítica indireta às ações militares e à retórica adotada pelo governo norte-americano.
O episódio ocorre em um cenário internacional delicado, marcado pelo aumento das tensões envolvendo o Irã e pelo endurecimento do discurso dos Estados Unidos em relação ao país. A troca de críticas evidencia não apenas divergências políticas, mas também um choque de visões entre liderança política e religiosa sobre temas como guerra, diplomacia e responsabilidade global.
Nos bastidores, analistas avaliam que o embate pode ter impacto no debate internacional, especialmente entre aliados ocidentais e setores religiosos, ampliando a repercussão das declarações para além do campo político.