
TST gasta mais de R$ 10 milhões em carros de luxo para ministros e contrata sala VIP de R$ 1,5 milhão no aeroporto
Enquanto o país enfrenta dificuldades, o Tribunal Superior do Trabalho escolhe renovar sua frota com sedãs híbridos de luxo e conforto de primeiro mundo para seus magistrados
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu trocar sua frota oficial e desembolsou nada menos que R$ 10,39 milhões para comprar 30 carros Lexus ES 300h, um sedã híbrido de luxo, para o uso dos 27 ministros da Corte – com três veículos extras sobrando. Cada carro custou R$ 346,5 mil, adquiridos numa concessionária de Brasília, causando imediata repercussão e críticas nas redes sociais.
O Lexus escolhido combina motor a combustão de 2,5 litros e um motor elétrico, totalizando 211 cavalos de potência, além de tecnologias modernas, ótimo consumo (quase 16 km/l na cidade) e acabamento sofisticado. Segundo o tribunal, a troca se justifica por normas internas e do Conselho Nacional de Justiça, que definem veículos com mais de sete anos como “inservíveis” e “antieconômicos”.
Mas a controvérsia não para por aí. Na semana anterior à divulgação da compra, o TST já havia sido alvo de críticas por contratar uma sala VIP no aeroporto de Brasília para uso exclusivo dos ministros, com custo de R$ 1,5 milhão para dois anos. Tudo isso enquanto o Brasil atravessa momentos econômicos difíceis.
Um documento interno do tribunal ainda mostra que houve ampliação da compra inicial de 27 para 30 carros, levantando questionamentos sobre a real necessidade dessa frota tão cara.
Para justificar o gasto, um estudo técnico do próprio TST avaliou quatro modelos: Honda Accord, BYD Seal (elétrico), Toyota Camry e Lexus ES 300h. Embora o Lexus fosse o mais caro, foi o escolhido por oferecer mais conforto, desempenho e tecnologia híbrida.
Enquanto isso, o TST mantém seu discurso de “Justiça Social”, mas as decisões de gastos luxuosos parecem distantes da realidade da maior parte da população.