
Ucrânia admite negociar áreas ocupadas e reacende esperança de paz
Plano europeu prevê trégua imediata, retorno de crianças deportadas e um conselho de paz sob mediação de Donald Trump. Sanções à Rússia podem ser suspensas gradualmente.


Pela primeira vez desde o início da invasão russa, a Ucrânia sinalizou que está disposta a colocar na mesa de negociação os territórios atualmente sob controle de Moscou. A informação foi divulgada pela agência Bloomberg e mostra que Kiev e a União Europeia trabalham em um rascunho de plano de paz com 12 pontos para tentar encerrar uma guerra que já ultrapassa três anos.
O documento, segundo fontes envolvidas, prevê paralisação dos combates nas linhas atuais, além de garantias internacionais de segurança para a Ucrânia. Em contrapartida, as sanções impostas à Rússia começariam a ser suspensas aos poucos, desde que o governo de Vladimir Putin respeite o acordo — caso contrário, tudo voltaria atrás.
📌 Principais pontos do plano discutido


Entre as propostas listadas no rascunho estão:
- ✅ Trégua imediata nas posições atuais da guerra
- ✅ Criação de um Conselho de Paz com supervisão de Donald Trump (modelo usado no acordo Israel-Hamas)
- ✅ Retorno das crianças ucranianas deportadas pela Rússia e troca de prisioneiros
- ✅ Garantias para que a Ucrânia integre rapidamente a União Europeia e receba fundos de reconstrução
- ✅ Suspensão gradual das sanções econômicas à Rússia, com possibilidade de retomada se houver novas agressões
- ✅ Negociações diretas entre Kiev e Moscou sobre a administração das áreas ocupadas — mas sem reconhecimento internacional de que esses territórios pertencem à Rússia
O plano ainda será apresentado formalmente a Trump nos próximos dias e pode sofrer ajustes.
⚠️ Discussões sigilosas e pressão internacional
A iniciativa surge no momento em que lideranças europeias pedem o fim imediato das hostilidades e maior preparo para o período pós-guerra. Uma reunião está marcada para sexta-feira (24), quando será discutido um pacote de apoio militar a longo prazo.
Enquanto isso, Trump — que afirma querer um acordo rápido — conversa com Zelensky e Putin para tentar destravar o processo. O presidente americano tem alternado críticas e elogios ao líder russo, numa estratégia para manter influência sobre os dois lados.
🗣️ Bastidores tensos: “É hora de fazer um acordo”


Segundo o Financial Times, Trump teria pressionado Zelensky a aceitar concessões territoriais, especialmente na região de Donbass, núcleo da disputa desde 2014. O jornal afirma que Putin ofereceu abrir mão de pequenas áreas no sul em troca de fatias maiores do Donbass ainda sob comando ucraniano.
Zelensky esteve na Casa Branca pedindo mísseis Tomahawk, armamento de longo alcance capaz de mudar a dinâmica no front, mas Trump não garantiu o envio.
Mesmo assim, o presidente americano disse acreditar que “a Ucrânia e a Rússia vão chegar lá” — embora também já tenha declarado não ver chance de vitória ucraniana no campo de batalha.
🌍 Apoio do Ocidente continua… por enquanto
Os EUA e a OTAN seguem como principais fornecedores de armas para Kiev desde fevereiro de 2022. Porém, com custos crescentes, desgaste militar e pressão global, cresce a expectativa por uma solução política.
Trump, apesar de se declarar amigo de Putin, tem reforçado publicamente que a Rússia permanece como inimiga na guerra — e que os ataques a civis precisam parar.