
Valdemar do PL aposta em Michelle Bolsonaro como única capaz de derrotar Lula em 2026, além de Bolsonaro
Presidente do PL elogia ex-primeira-dama e destaca seu protagonismo político em evento do partido em Guarulhos
No último sábado (5), durante um encontro do PL Mulher em Guarulhos, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, fez uma declaração que mexeu com o tabuleiro eleitoral de 2026: para ele, Michelle Bolsonaro seria a única candidata capaz de superar Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, porém, está inelegível até 2030.
Valdemar destacou que Michelle tem sido uma “grande surpresa” desde que entrou para o partido, ressaltando que todas as pesquisas internas apontam ela como a única capaz de bater Lula, depois de Bolsonaro. Mesmo assim, reafirmou que a candidatura oficial do partido será a de Bolsonaro, e que, caso ele não possa concorrer, será ele quem decidirá o substituto, pois “ele é quem tem os votos”.
Com as condenações que deixam Bolsonaro fora das eleições até 2030, outros nomes do PL já começaram a se movimentar para tentar assumir o protagonismo. Michelle, que preside o PL Mulher, tem ganhado destaque e não esconde o desejo de manter sua presença política ativa — algo que, segundo aliados, seria difícil ela abrir mão.
Durante o evento, Michelle reafirmou seu apoio ao marido, destacando a importância de sua candidatura e afirmando que a “democracia não existe sem Bolsonaro em 2026”. Ela falou com emoção sobre o legado político de Jair Bolsonaro e a resistência contra o que chamou de ataques e injustiças contra ele.
Bolsonaro participou do encontro por vídeo, mesmo que por poucos minutos, para incentivar as mulheres presentes e reafirmar que o momento difícil que enfrenta é passageiro.
O evento teve foco em fortalecer mandatos femininos já em curso e preparar candidaturas para o próximo ano, consolidando Michelle Bolsonaro como um nome forte dentro do partido.
Com o cenário político se desenhando, fica claro que o PL aposta não só no retorno de Bolsonaro, mas também na ascensão da ex-primeira-dama como protagonista para 2026 — um movimento que promete agitar a disputa presidencial no Brasil.