Valdemar ironiza: “Golpe mesmo foi o da picanha”

Valdemar ironiza: “Golpe mesmo foi o da picanha”

Presidente do PL minimiza 8 de Janeiro, pede punição sem falar em golpe e promete anistia com 300 assinaturas

No ato bolsonarista deste domingo (7), na Avenida Paulista, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, adotou um tom irônico ao rebater acusações de tentativa de golpe contra Jair Bolsonaro. Para ele, os ataques de 8 de janeiro não passaram de “uma bagunça generalizada”, e não de uma tentativa real de ruptura institucional.

“Se fosse golpe, quem seria ministra da Justiça? A Débora do Batom? O Clezão ia virar líder do governo?”, ironizou, arrancando risadas do público, numa referência a apoiadores presos por vandalismo em Brasília.

Valdemar disse ainda que o “verdadeiro golpe” foi cometido pelo atual governo, citando promessas que, segundo ele, não se cumpriram: “O golpe da picanha, o golpe do INSS, o golpe dos precatórios antecipados”.

O dirigente reafirmou que já conta com 300 assinaturas no Congresso para levar adiante a proposta de anistia a Bolsonaro e aos envolvidos nos atos de 2023. “Qualquer cidadão tem direito a um segundo julgamento. Não vamos abrir mão disso. Anistia já!”, bradou, acompanhado em coro pela plateia.

Durante o ato, houve ainda vaias e gritos contra o senador Romário (PL-RJ), criticado por não apoiar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Valdemar aproveitou para cutucar: “Estou vendo que o Romário está com prestígio em São Paulo. Vou cuidar disso em Brasília”.

O evento, liderado pelo pastor Silas Malafaia, reuniu figuras de peso do bolsonarismo, como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Michelle Bolsonaro, em meio a faixas que pediam anistia, impeachment de Moraes e liberdade para aliados presos.

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