
Van Hattem diz ter recebido pedido de desculpas de José Múcio após atrito com general do Exército
Deputado afirma que ministro da Defesa prometeu apurar conduta de militar após discussão nos corredores da Câmara
O deputado federal Marcel van Hattem afirmou nesta quarta-feira (6) que recebeu um pedido formal de desculpas do ministro da Defesa, José Múcio, após a discussão envolvendo um general do Exército durante sessão da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Creden), na Câmara dos Deputados.

Segundo Van Hattem, a conversa com o ministro aconteceu pela manhã e serviu para amenizar a crise gerada pelo episódio ocorrido no último dia 29 de abril. O parlamentar declarou que aceitou as desculpas após Múcio afirmar que medidas seriam tomadas para apurar a conduta do militar envolvido na confusão.
A polêmica começou depois de declarações feitas por Van Hattem durante sessão da comissão. Na ocasião, o deputado criticou o comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva, afirmando que ele estaria atuando como “ajudante de ordens” do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Após a reunião, o deputado relatou ter sido confrontado pelo general Emílio Ribeiro, chefe da assessoria parlamentar do Exército. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o militar saiu em defesa do comandante do Exército e rebateu as críticas feitas por Van Hattem.
Durante o momento de tensão, o general afirmou que seu comandante “não é frouxo” e declarou lealdade ao chefe militar, dizendo que iria “para a guerra” com ele. O vídeo rapidamente repercutiu nas redes sociais e ampliou o debate político sobre o relacionamento entre parlamentares, Forças Armadas e o Supremo Tribunal Federal.
Van Hattem afirmou que considerou a atitude do militar um constrangimento inadequado dentro do ambiente institucional da Câmara dos Deputados. Segundo ele, o episódio ultrapassou os limites do debate político e exigia uma resposta oficial do Ministério da Defesa.
Em nota, a assessoria de José Múcio confirmou o pedido de desculpas ao parlamentar. O caso aumentou a tensão política em Brasília e reacendeu discussões sobre o papel das Forças Armadas no cenário político nacional e os constantes embates entre setores conservadores e integrantes do STF.