
Vereadora de SP denuncia possível irregularidade em contrato de Erika Hilton à PGR
Zoe Martínez questiona contratação de empresa de segurança sem autorização legal e pede investigação por improbidade administrativa
A vereadora Zoe Martínez, de São Paulo (PL), acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que investigue uma possível irregularidade envolvendo a deputada federal Erika Hilton (PSol). Segundo a denúncia, Hilton teria contratado uma empresa de segurança privada que não estaria autorizada a atuar no setor, configurando possível improbidade administrativa.
De acordo com o documento enviado à PGR, em março deste ano, Erika Hilton fez um pagamento de R$ 8,7 mil para a Mapi Consultoria em Sistemas de Segurança e Proteção Comunitária, empresa registrada no bairro do Paraíso, em São Paulo. O serviço está registrado como “segurança prestada por empresa especializada” dentro da cota parlamentar da deputada.
A vereadora destaca que, segundo a legislação brasileira, apenas empresas autorizadas pela Polícia Federal podem atuar com segurança privada, e a Mapi não possui essa autorização, conforme ofício oficial da PF anexado à representação. Além disso, o endereço da empresa é um espaço de coworking, o que levanta dúvidas sobre a existência de instalações físicas apropriadas.
Zoe Martínez ainda foi pessoalmente ao local para verificar a situação e questionar a existência da empresa e a regularidade das suas operações.
Outro ponto levantado pela vereadora é que a mesma empresa aparece na prestação de contas da vereadora Amanda Paschoal (PSol) com uma nota fiscal para um serviço que não condiz com sua atividade principal — “consultoria e monitoramento de redes sociais”.
No pedido feito à PGR, Zoe solicita que sejam investigados possíveis atos de improbidade administrativa na contratação e que, se comprovadas irregularidades, sejam aplicadas as penalidades previstas na lei.
A reportagem procurou a assessoria de Erika Hilton, que ainda não se posicionou. O espaço segue aberto para manifestações.