
Vídeo de petista celebrando operação contra Bolsonaro provoca boicote a empresa em SC
Sócio da Shambala Naturais comemora ação da PF e marca enfrenta reação negativa e crise de imagem nas redes sociais
Um vídeo que rapidamente viralizou nas redes sociais está causando dor de cabeça para a Shambala Naturais, empresa sediada em Gravatal (SC). Nele, Constantino de Freitas, sócio da empresa e ex-candidato a deputado federal pelo PT, aparece sorridente e brindando enquanto comenta a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A gravação, vista por muitos como um deboche, provocou uma reação forte: milhares de pessoas passaram a boicotar os produtos da Shambala, associando a marca a um ativismo político explícito.
No vídeo, Constantino, ao lado de uma mulher, ergue uma garrafa em clima de comemoração, enquanto o texto que acompanha a publicação questiona: “Petistas de Gravatal comemoram operação da PF contra Bolsonaro. Qual sua opinião?” A mensagem, compartilhada por uma página local, pegou fogo nas redes, dividindo opiniões mas principalmente gerando críticas pesadas.
O timing da gravação não poderia ser mais sensível: na mesma data, Bolsonaro foi obrigado pelo STF a usar tornozeleira eletrônica, acusado de suposta tentativa de golpe. Isso aumentou ainda mais a polarização em torno do vídeo, com muitos internautas deixando comentários do tipo “nunca mais compro nada dessa empresa”, “boicote total à Shambala” e “vão falir apoiando petista”.
Constantino não é um empresário comum: seu envolvimento político é claro e público. Em 2022, ele concorreu a deputado federal pelo PT e sempre se posiciona abertamente ao lado de Lula, compartilhando nas redes frases como “Lula não é comunista, quer um mundo menos desigual” e participando de manifestações com bandeiras do partido. Até hoje, ele segue ativo em movimentos sociais na região Sul de Santa Catarina.
Diante da repercussão negativa, a Shambala Naturais divulgou duas notas oficiais buscando se afastar das declarações do sócio. A empresa afirmou que as opiniões são pessoais e não refletem a postura institucional, ressaltando que a sociedade é composta por três sócios com diferentes visões políticas. Também destacou a importância da marca para cerca de 50 colaboradores e suas famílias, pedindo que a empresa não seja prejudicada por posicionamentos individuais.
Mesmo com os esclarecimentos, os efeitos do episódio ainda são sentidos nas redes sociais, onde clientes insatisfeitos afirmam que não pretendem comprar mais produtos da marca, preferindo opções “neutras” que não estejam envolvidas em debates políticos.