Vídeo mostra grupo suspeito de matar Orelha tentando afogar outro cachorro em SC

Vídeo mostra grupo suspeito de matar Orelha tentando afogar outro cachorro em SC

Caso chocante envolve tentativa de afogamento de cão caramelo; investigação aponta violência repetida e adolescentes suspeitos estão nos EUA

Um novo capítulo horrível no caso do cão Orelha, brutalmente espancado e morto em Florianópolis (SC), veio à tona nos últimos dias. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um grupo de adolescentes andando em direção ao mar com um cachorro caramelo, e a Polícia Civil de Santa Catarina confirma que essa cena faz parte das apurações sobre maus-tratos cometidos pelos mesmos jovens apontados na morte de Orelha.

De acordo com as investigações, um dos adolescentes teria carregado o animal nos braços até a água do mar e, em seguida, tentado forçar o afogamento do cão — um ato igualmente cruel, que felizmente não teve o mesmo desfecho trágico: o cachorro conseguiu escapar e sobreviveu ao ataque.

Investigação e prisão e viagem dos suspeitos

A Polícia Civil realizou na segunda-feira (26) uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão nas casas dos adolescentes e de familiares investigados no caso Orelha, recolhendo celulares e computadores que podem ajudar a esclarecer a dinâmica dos crimes.

Segundo as autoridades, dois dos adolescentes suspeitos estão atualmente nos Estados Unidos em uma viagem previamente planejada, com retorno previsto para a próxima semana, o que pode influenciar diretamente os depoimentos e a investigação em andamento.

Além disso, familiares adultos das crianças — incluindo um advogado e dois empresários — foram indiciados por coagir testemunhas, ou seja, tentar intimidar ou pressionar pessoas que poderiam depor sobre o que realmente aconteceu, em um claro esforço para dificultar a apuração dos fatos.

Caso que chocou o país e gerou revolta

Orelha era um cão comunitário muito querido na Praia Brava e conhecido por frequentadores e moradores há quase uma década. Sua morte por pauladas causou revolta nacional e incendiou as redes sociais, com a hashtag #JustiçaPorOrelha exigindo punições rigorosas aos responsáveis.

O episódio do cão caramelo — que fugiu do afogamento — soma-se à indignação já instalada na sociedade. A violência repetida contra animais indefesos por um grupo de jovens evidencia um comportamento chocante e inaceitável, e levanta profundas questões sobre educação, responsabilidade familiar e proteção animal.

A Polícia Civil segue investigando e deve ouvir os adolescentes assim que retornarem ao Brasil. Enquanto isso, o caso continua sendo um símbolo da luta contra maus-tratos e impunidade — um chamado à Justiça para que crimes como esses não fiquem sem resposta.

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