
William Bonner se despede do Jornal Nacional após quase 30 anos
Jornalista abre mão da bancada para buscar mais equilíbrio entre carreira e vida pessoal e inicia nova fase na Globo
Depois de quase três décadas à frente do Jornal Nacional, William Bonner anunciou sua despedida de um dos postos mais prestigiados do jornalismo brasileiro. Na edição de segunda-feira, 1º de setembro de 2025, o apresentador compartilhou com os telespectadores que sua decisão vinha sendo amadurecida desde a pandemia, quando muitos repensaram seus caminhos profissionais e pessoais.
Bonner explicou que o desejo de estar mais próximo da família e de equilibrar a rotina intensa com novas experiências foi determinante para sua escolha. A mudança de rumo dos filhos, que seguiram seus próprios caminhos, reforçou o sentimento de que era hora de encerrar o ciclo no JN.
Uma trajetória histórica
Foram 29 anos como apresentador e 26 anos como editor-chefe do telejornal mais assistido do país. A despedida ganhou ainda mais peso por coincidir com o aniversário de 56 anos do Jornal Nacional. O comando da bancada será transferido para César Tralli, que assume em novembro de 2025, ao lado de Renata Vasconcellos. Já a edição-chefe ficará sob responsabilidade de Cristiana Sousa Cruz, parceira de longa data de Bonner na redação.
Um novo ciclo na carreira
Embora deixe o noticiário diário, Bonner não vai se afastar da televisão. A partir de 2026, ele se junta a Sandra Annenberg no Globo Repórter, onde passará a se dedicar a reportagens especiais, com uma rotina mais flexível e menos desgastante. O jornalista descreveu a mudança como uma busca por qualidade de vida e espaço para outros interesses pessoais.
Quem é William Bonner
Nascido em 1963, Bonner construiu uma carreira marcada pela credibilidade e pela constância. Pai de trigêmeos com a jornalista Fátima Bernardes, de quem se separou em 2016, ele se casou novamente em 2018 com a fisioterapeuta Natasha Dantas. Torcedor assumido do São Paulo Futebol Clube, já teve momentos curiosos de aproximação com o mundo do esporte.
Ao longo de sua trajetória, enfrentou perdas pessoais marcantes, como a morte dos pais, e celebrou feitos históricos, como os 10 mil dias à frente do JN, alcançados em 2023. Agora, deixa para trás uma era no telejornalismo brasileiro e abre caminho para uma fase em que pretende dividir melhor o tempo entre o ofício e a vida fora das câmeras.