⚖️ AGU pede ao STF suspensão da Lei da Dosimetria e aponta inconstitucionalidade em regras de penas do 8 de Janeiro

⚖️ AGU pede ao STF suspensão da Lei da Dosimetria e aponta inconstitucionalidade em regras de penas do 8 de Janeiro

Órgão do governo argumenta falhas no processo legislativo e diz que norma pode enfraquecer resposta do Estado a crimes contra a democracia

A Advocacia-Geral da União (Advocacia-Geral da União) protocolou no Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) uma manifestação em que defende a suspensão imediata e a declaração de inconstitucionalidade da chamada Lei da Dosimetria. O posicionamento foi apresentado dentro de uma ação que contesta as mudanças nas regras de cálculo de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.

O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou manifestações da AGU, da Procuradoria-Geral da República e do Congresso Nacional antes de levar o tema ao plenário.

📜 O que diz a Lei da Dosimetria e por que ela é contestada

Mudança altera progressão de pena e regras de execução penal para crimes contra o Estado Democrático

A norma questionada — conhecida como Lei da Dosimetria — altera dispositivos do Código Penal e da Lei de Execução Penal, especialmente em casos relacionados a crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Segundo a AGU, as mudanças podem resultar em redução de penas e flexibilização das regras de progressão de regime, permitindo que condenados avancem no cumprimento da pena em menos tempo do que o previsto anteriormente.

⚖️ Argumentos da AGU no STF

Governo aponta falhas no processo legislativo e risco de enfraquecimento da resposta penal do Estado

No parecer enviado ao STF, a AGU afirma que há vícios formais na tramitação da lei. Entre os principais pontos, o órgão destaca:

  • possível irregularidade na análise de vetos presidenciais pelo Congresso;
  • mudanças no texto original sem retorno à Casa iniciadora do projeto;
  • falhas no rito legislativo que poderiam comprometer a validade da norma.

No mérito, a AGU sustenta que a lei cria um cenário de maior benevolência penal para crimes graves contra instituições democráticas, o que poderia enfraquecer a resposta do Estado.

O órgão também afirma que a norma pode ferir princípios constitucionais como proporcionalidade, isonomia e individualização da pena, além de comprometer a proteção da ordem democrática.

🏛️ Pedido ao STF e disputa institucional

Governo pede suspensão imediata enquanto Congresso defende validade da lei

A AGU pediu ao STF a concessão de medida cautelar para suspender os efeitos da lei até o julgamento final da ação.

O tema também envolve divergência entre Poderes: enquanto o governo sustenta a inconstitucionalidade, o Congresso Nacional defende a validade da norma e afirma que a legislação representa uma decisão legítima do Legislativo sobre política criminal.

STF deve decidir validade definitiva da lei nos próximos julgamentos

O caso ainda será analisado pelo plenário do STF, que terá a palavra final sobre a constitucionalidade da lei. A expectativa é de que o julgamento ocorra após a análise das manifestações dos três Poderes.

Enquanto isso, a discussão segue no centro do debate jurídico e político sobre os limites da atuação do Legislativo na definição de penas e execução penal no país.

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