⚠️ Otoni de Paula: do “mito” ao golpe de ingratidão

⚠️ Otoni de Paula: do “mito” ao golpe de ingratidão

Ex-aliado vira as costas a quem o colocou no mapa político — e ainda tenta posar de arrependido

O deputado Otoni de Paula decidiu, tardiamente, descobrir que Bolsonaro não era um “mito”. Que conveniente. Depois de subir em púlpito, em palanque, em qualquer caixote disponível para gritar o nome que o elegeu, agora resolve bancar o arrependido iluminado, como se fosse vítima de um transe coletivo. Difícil engolir essa narrativa.

Otoni não apenas surfou na onda bolsonarista: ele foi carregado por ela. Colheu votos, prestígio, espaço político, mídia, tudo à sombra do sobrenome que agora renega. E justo ele — que misturou fé com política para subir na carreira — vem fazer sermão sobre idolatria? Mais parece quem cospe no prato depois de raspar a panela.

Esse novo discurso “sensato” soa menos como evolução e mais como cálculo. O tipo de movimento típico de quem sente o vento virar e corre para salvar a própria pele. Não é arrependimento — é conveniência. Não é coragem — é oportunismo.

Otoni tenta vender a imagem de estadista lúcido que “reconheceu seus erros”. Mas o país inteiro lembra como ele gritava, a plenos pulmões, o nome que agora tenta apagar da própria biografia. Sem Bolsonaro, Otoni seria só mais um deputado irrelevante na multidão.

É fácil abandonar um “mito” depois de ganhar a eleição com ele. Difícil é ter lealdade.
E, ao que parece, lealdade nunca foi o forte de Otoni de Paula.

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