
❗Otoni de Paula ataca decisão de Bolsonaro e ignora vontade da própria base
Deputado desrespeita escolha de Flávio e tenta vestir a máscara de guardião da “direita verdadeira”
O deputado federal Otoni de Paula (MDB) voltou a desferir ataques contra Jair Bolsonaro e sua família depois que o ex-presidente confirmou que Flávio Bolsonaro será o nome apoiado para disputar o Planalto em 2026. Em vez de aceitar a decisão — tomada pelo líder que sempre disse seguir — Otoni escolheu o caminho da crítica fácil, do ressentimento público e do oportunismo político.
Segundo ele, apoiar Flávio seria instaurar uma “dinastia Bolsonaro”, como se o ex-presidente não tivesse o direito de escolher seu sucessor dentro do próprio campo político. Para Otoni, a escolha não representa os interesses da direita — mas, curiosamente, parece que o único interesse que ele considera legítimo é o dele próprio.
O deputado afirma que a direita corre risco de “afundar” se não romper com decisões vindas da família Bolsonaro. Também reclamou de críticas nas redes sociais aos aliados que divergem da linha bolsonarista, citando pressões recentes envolvendo Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro.
Num tom de acusação, Otoni ainda responsabilizou Flávio por desgastes no Congresso, mencionando o esvaziamento da CPI da Lava Toga e atritos com o STF. Relembrou também investigações antigas sobre o senador no Rio de Janeiro, como o caso das “rachadinhas” — assunto usado repetidamente por adversários e que Otoni agora retoma como munição política.
Para completar, o parlamentar declarou que a escolha de Flávio poderia até ajudar Lula a se reeleger em 2026, sugerindo que a família Bolsonaro estaria mirando recuperar o poder apenas em 2030, para manter sua “hegemonia”.
O que Otoni deixa transparecer, no entanto, é outra coisa: um profundo incômodo por não ser ele o escolhido.
Repúdio é pouco — o deputado simplesmente se recusa a respeitar a decisão de Bolsonaro, a mesma liderança que o impulsionou politicamente quando isso lhe era conveniente.
A tal “defesa da direita” parece mais um discurso pronto para justificar a velha disputa por espaço e protagonismo.
E quem paga o preço dessa vaidade travestida de moralidade é o próprio campo conservador que ele diz proteger.