🌪️ “Cidade varrida do mapa”: tornado destrói Rio Bonito do Iguaçu e deixa 6 mortos no Paraná

🌪️ “Cidade varrida do mapa”: tornado destrói Rio Bonito do Iguaçu e deixa 6 mortos no Paraná

Com ventos que chegaram a 250 km/h, o fenômeno devastou 90% da área urbana e feriu mais de 750 pessoas. Hospitais colapsaram, e governo mobiliza forças para reconstruir o que sobrou.

O Paraná vive dias de luto e desespero. Um tornado de categoria F3 atingiu em cheio o município de Rio Bonito do Iguaçu, a cerca de 400 km de Curitiba, deixando um cenário que parece ter saído de um filme apocalíptico. Seis pessoas morreram, e mais de 750 ficaram feridas após a passagem do fenômeno, que arrasou 90% da área urbana da cidade.

As imagens que circulam mostram ruas irreconhecíveis: casas viradas do avesso, escolas destruídas, mercados em ruínas e famílias caminhando entre escombros em busca de qualquer lembrança que o vento não levou.

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, confirmou que as estruturas de saúde da cidade estão em colapso. Apenas uma unidade básica ainda funciona, sustentada por uma força-tarefa improvisada das prefeituras vizinhas. Muitos feridos precisaram ser levados para Laranjeiras do Sul, onde hospitais estão superlotados. Casos mais graves foram encaminhados para Guarapuava e Cascavel, e pelo menos quatro pacientes passaram por cirurgias de emergência.

Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), os ventos chegaram a 250 km/h, força suficiente para arrancar telhados, postes e até árvores centenárias. Em poucas horas, o que era uma cidade viva se transformou num amontoado de destroços.

O governador Ratinho Jr. esteve no local e anunciou parceria com o Crea para iniciar o levantamento dos danos e acelerar a reconstrução. “A cidade está praticamente destruída”, lamentou o prefeito Sezar Augusto Bovino, visivelmente abalado. “Ainda é impossível medir o tamanho do prejuízo.”

Estima-se que 10 mil pessoas foram afetadas diretamente pelos ventos — mil desalojadas e 28 desabrigadas. Muitas famílias passaram a noite ao relento, sob temperaturas que podem cair para 11°C nos próximos dias, segundo previsões meteorológicas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o envio imediato de equipes da Defesa Civil Nacional e da Força Nacional do SUS, que já estão no município. A missão federal, liderada pela ministra Gleisi Hoffmann, vai atuar no apoio psicossocial às vítimas, reativação dos serviços de saúde e reconstrução emergencial.

No meio da destruição, histórias de solidariedade também surgem: vizinhos se abrigando juntos, voluntários improvisando cozinhas comunitárias e bombeiros revezando turnos sem dormir. “A gente perdeu tudo, mas ainda tem o que importa: a vida”, disse uma moradora, abraçando o filho pequeno diante do que restou de sua casa.

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