
🌳 O bilionário que quer salvar as florestas: quem é Andrew Forrest, o australiano que aposta no fundo de Lula
Fundador da gigante mineradora Fortescue, o empresário e filantropo Andrew Forrest vai investir US$ 10 milhões no Fundo Florestas Tropicais para Sempre, criado pelo governo brasileiro para recompensar quem protege o meio ambiente.
O bilionário australiano Andrew Forrest, conhecido tanto por sua fortuna quanto por seu ativismo ambiental, anunciou nesta sexta-feira (7) que vai investir US$ 10 milhões no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) — uma iniciativa do governo Lula voltada a remunerar quem preserva as florestas tropicais, essenciais no combate às mudanças climáticas.
Forrest, fundador e presidente do conselho da Fortescue, uma das maiores mineradoras de ferro do planeta, é também um filantropo engajado em causas ambientais. Ele comanda a fundação Minderoo, que fará o aporte no fundo brasileiro, e tem como bandeira o fim do uso de combustíveis fósseis e a aceleração da transição energética verde.
Criada em 2003, a Fortescue opera três minas de ferro, mais de 760 quilômetros de ferrovias e uma frota de oito cargueiros. Só no último ano fiscal, a companhia lucrou US$ 3,4 bilhões. Apesar de ter recuado em projetos nos Estados Unidos e na própria Austrália, a empresa mantém planos ambiciosos no Brasil — entre eles, a construção de uma usina de hidrogênio verde de R$ 25 bilhões no porto do Pecém, no Ceará, já com licença ambiental prévia.
Além de empresário, Forrest é doutor em ecologia marinha e comanda o Tattarang, o maior grupo de investimentos privados da Austrália. Suas empresas, segundo ele, têm como princípio usar o capital “como uma força para o bem”, financiando projetos em energia renovável, tecnologia médica, alimentos sustentáveis e até construção naval.
A Minderoo Foundation, que apoia o TFFF, é hoje a maior instituição filantrópica da Austrália, com patrimônio estimado em US$ 9 bilhões. Atua em áreas como combate à poluição por plásticos, inteligência artificial responsável, ajuda humanitária em zonas de guerra, e defesa dos direitos humanos e da igualdade de gênero.
Forrest se junta, assim, a uma lista de investidores internacionais que começam a olhar para a Amazônia não apenas como um bioma, mas como um ativo global. Em meio às discussões da COP30, o gesto do bilionário australiano soa como um recado claro: proteger a floresta é, também, investir no futuro do planeta.