
💰 Aposentada do INSS com salário de R$ 7 mil comprou dois Mustangs de quase R$ 1 milhão
Em apenas dois meses, Cecília Rodrigues Mota, apontada como uma das operadoras da “Farra do INSS”, adquiriu carros de luxo, joias e outros bens incompatíveis com sua renda.
A servidora aposentada do INSS, Cecília Rodrigues Mota, viveu um luxo difícil de explicar. Mesmo recebendo cerca de R$ 7,4 mil por mês, ela conseguiu comprar, entre janeiro e março do ano passado, dois Ford Mustang elétricos, avaliados em R$ 451,8 mil cada. Juntas, as máquinas somaram R$ 903 mil — quase o equivalente ao que ela ganharia em uma década de aposentadoria.
Essas informações foram enviadas à CPMI do INSS e revelam uma movimentação financeira muito além da realidade declarada da ex-servidora. Entre dezembro de 2023 e abril de 2024, Cecília gastou R$ 1,3 milhão apenas em veículos, incluindo uma Ford Ranger e um Volkswagen Nivus, além dos dois Mustangs — um cinza e outro vermelho.
Mesmo após a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no instituto, ela continuou agindo normalmente. Em maio deste ano, comprou dois carregadores para veículos elétricos em Fortaleza, demonstrando que seguia utilizando os carros de luxo.
O Mustang elétrico, lançado pela Ford em 2019, é um SUV que mistura potência e nostalgia, remetendo ao icônico modelo dos anos 1960.
💼 Um esquema bilionário
Segundo investigações, Cecília é apontada como uma das operadoras centrais da “Farra do INSS” — esquema que envolvia descontos ilegais em aposentadorias e movimentações financeiras suspeitas entre servidores e entidades de fachada.
Ela presidia associações como a AAPEN (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e a AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil). A última chamou atenção da Controladoria-Geral da União (CGU) por um feito absurdo: 778 novas filiações de aposentados por hora — sem comprovar se os beneficiários sequer sabiam que estavam se associando.
💎 Joias e relógios de luxo
Além dos automóveis, Cecília também ostentava joias caras. Em abril, gastou R$ 30 mil em um relógio de aço e titânio com safira, e desembolsou mais R$ 25 mil em joias de ouro e pérolas — tudo comprado em uma loja de Fortaleza.
🏙️ Luxo e poder no alto escalão
Outro núcleo do escândalo envolve o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Oliveira Filho, e sua esposa, Thaisa Hoffmann Jonasson, que também acumularam carros e imóveis milionários. Thaisa chegou a reservar um apartamento de R$ 28 milhões em Balneário Camboriú e comprou um Porsche Cayenne híbrido de R$ 789 mil, além de três imóveis à vista, somando R$ 3,47 milhões.
A CGU afirma que Virgílio teve um aumento patrimonial de R$ 18,3 milhões, recebendo repasses de empresas envolvidas no esquema. Enquanto chefiava a Procuradoria do INSS, ele teria autorizado liberações irregulares de benefícios, contrariando pareceres técnicos do próprio órgão.
A Justiça o afastou em abril de 2025, e sua exoneração foi determinada pela Advocacia-Geral da União.
Fonte e Créditos; Metrópoles