💾 Do Bolsa Família ao carro novo: a queda da “Diva do Cras”

💾 Do Bolsa Família ao carro novo: a queda da “Diva do Cras”

Influenciadora de Sergipe perde o benefício após exibir vida de luxo nas redes — e ironiza o corte dizendo que “vai fazer falta pra pagar o carro”.

A internet transforma anĂŽnimos em celebridades, mas tambĂ©m nĂŁo perdoa quem brinca com o bom senso. A influenciadora sergipana Merianne Silva, de 31 anos, conhecida como “Diva do Cras”, viu sua fama virar contra ela depois de ostentar nas redes sociais a compra de um carro zero quilĂŽmetro e de um iPhone novinho, enquanto ainda recebia o Bolsa FamĂ­lia.

Com mais de 600 mil seguidores, Merianne dizia usar o benefício para “viver melhor”. Mas após exibir o novo carro nas redes, foi denunciada à Receita Federal e acabou perdendo o auxílio de R$ 750.

Em um vídeo emocionado — e ao mesmo tempo contraditório —, ela lamentou:

“Tî com o coração na mão. Como vou pagar a parcela do carro sem o Bolsa Família?”

A publicação viralizou, acumulando mais de 118 mil curtidas e milhares de crĂ­ticas. Internautas lembraram o Ăłbvio: o Bolsa FamĂ­lia Ă© um programa de assistĂȘncia social para quem vive com renda familiar inferior a R$ 218 por pessoa, nĂŁo um complemento para quem pode bancar carro e celular de luxo.

Nas redes, o caso virou exemplo de como a cultura da ostentação digital parece ter ultrapassado o limite do bom senso. Mostrar prosperidade para gerar engajamento pode render likes, mas tambĂ©m expĂ”e contradiçÔes — especialmente quando hĂĄ milhĂ”es de famĂ­lias lutando por um prato de comida.

A Prefeitura de São Cristóvão confirmou que o benefício foi suspenso após investigação do CRAS local. Em resposta, Merianne tentou justificar:

“Metade do meu dinheiro Ă© pra ajudar a comunidade, mas nem todo mundo entende meu trabalho.”

A “Diva do Cras” virou sĂ­mbolo de um dilema moderno: enquanto uns fingem pobreza para ganhar seguidores, outros perdem a dignidade tentando parecer ricos. No fim, quem paga a conta Ă© sempre o contribuinte — e o verdadeiro pobre, aquele que o Bolsa FamĂ­lia deveria alcançar, segue esquecido.

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