
🕊️ Sobrinho de Dilma diz que Lula acabou com a guerra em Gaza — e ignora que foi Trump quem assinou o acordo
Enquanto o ex-presidente americano mediava o cessar-fogo entre Israel e Palestina, o parente de Dilma Rousseff creditou a “paz mundial” ao petista — a mesma família que um dia quis “estocar vento”.
Dias depois do anúncio do acordo de paz entre Israel e Palestina, que finalmente pôs fim à guerra na Faixa de Gaza, o sobrinho de Dilma Rousseff, Pedro Rousseff, resolveu escrever um novo capítulo da ficção política nacional. Em uma publicação nas redes sociais, ele afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva teria sido o responsável por encerrar o conflito.
“Quem acabou com a guerra em Gaza chama-se Luiz Inácio Lula da Silva! Trump ajudou a financiar a guerra. Lula fez o acordo pela paz!”, escreveu o jovem, acrescentando uma daquelas frases de efeito típicas de discurso de palanque: “O mundo precisa gastar dinheiro não com armas, mas com comida”.
A declaração viralizou rapidamente — não pela sabedoria, mas pela ousadia. Internautas ironizaram o comentário, lembrando que o acordo foi assinado sob mediação direta dos Estados Unidos, com Donald Trump à frente das negociações.
Enquanto Trump conduzia os diálogos que levaram à assinatura do “Plano de Paz”, no final de setembro, o governo brasileiro, na prática, manteve-se à margem das negociações, limitando-se a defender o reconhecimento da Palestina como Estado independente — uma pauta antiga, mas sem influência direta no cessar-fogo.
O plano americano, de 20 pontos, previa o desarmamento do Hamas, o envio de ajuda internacional imediata e a reconstrução de infraestrutura básica em Gaza, como sistemas de água, eletricidade e hospitais. Tudo isso sob forte pressão diplomática conduzida por Washington — e não por Brasília.
Ainda assim, o sobrinho de Dilma preferiu reescrever a história, como se o mundo dependesse do toque mágico do “pai dos pobres”. Ironias à parte, é curioso como a família Rousseff continua produzindo momentos únicos de criatividade política — de “estocar vento” a “acabar com guerras”, parece que o surrealismo ainda encontra abrigo no petismo.